Prefeito de Campinas afirma que vai manter mulher no cargo

Para Dr. Hélio, ações contra administração fazem parte de 'golpe político'

23 de maio de 2011 | 23h59

O prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT), o dr. Hélio, classificou como "arbitrárias" as ações da última sexta-feira, que culminaram na prisão de 11 pessoas, entre agentes públicos e empresários. Ele admitiu ainda que vai manter sua mulher, Rosely Nassim, no cargo de chefe de gabinete da prefeitura.

 

"É um golpe político contra um governo que teve quase 70% dos votos", disse. E defendeu sua mulher, uma das investigadas pelo Ministério Público, que não foi presa porque está amparada por um habeas corpus. "Eles quiseram me atingir através da Rosely. Ela está protegida pelo TJ para impedir o constrangimento de um linchamento público."

 

A Justiça decretou a prisão de 20 envolvidos no suposto esquema, mas nove não foram localizados e são considerados foragidos, entre eles o vice-prefeito Demétrio Vilagra (PT) e os secretários de Segurança, Carlos Henrique Pinto, e de Comunicação, Francisco de Lagos. Segundo o prefeito, os dois secretários foram afastados.

 

Por meio de sua assessoria, o vice-prefeito informou que está na Espanha e retornará nesta terça-feira, 24, ao Brasil. "Se existem irregularidades elas precisam de provas, e os acusados têm que ter direito de defesa", afirmou.

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