Prefeito de Bebedouro-SP vai recorrer de expulsão do PV

O advogado Sérgio Roxo da Fonseca, que defende o prefeito de Bebedouro (SP), João Batista Bianchini, o Italiano, espera a publicação de uma decisão do Diretório Municipal do PV para recorrer da expulsão de seu cliente da legenda. A decisão do diretório ocorreu na quinta-feira.

BRÁS HENRIQUE, Agência Estado

22 de março de 2011 | 16h59

A justificativa da Comissão de Ética do PV é que o prefeito teria praticado infidelidade partidária na campanha eleitoral de 2010, apoiando Dilma Rousseff (PT) para presidente e Geraldo Alckmin (PSDB) para o governo estadual. Fonseca informa que seu cliente acompanhou, como prefeito, Alckmin a um evento em Catanduva e Michel Temer, vice na chapa de Dilma, em Terra Roxa.

"Como prefeito, ele tem a responsabilidade legal de responder às autoridades", comenta Fonseca. O advogado informou ainda que o prefeito foi a Terra Roxa para pedir a Temer o apoio de verba federal para a construção de uma estação de tratamento de esgoto para Bebedouro e não para apoiar a chapa petista à Presidência.

O anúncio oficial da expulsão de Bianchini deverá ser divulgado até quinta-feira pelo diretório municipal do PV. A partir daí, Fonseca terá 15 dias para recorrer ao próprio diretório municipal ou ao estadual ou à Justiça. A filiação de Bianchini, no entanto, está suspensa desde novembro, porque o prefeito teria sido flagrado, em fotografias, ao lado de Alckmin e Temer.

Apesar de Fonseca confirmar que sabe da decisão, o presidente do diretório municipal do PV, Juan Cox, não falou sobre a expulsão de Bianchini, que teria vazado aos meios de comunicação. Ele limitou-se a dizer que o resultado da decisão da semana passada será divulgado na manhã desta quinta-feira.

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