Prefeita eleita no RN é esposa de candidato cassado

Patu é um dos sete municípios onde ocorreram hoje eleições suplementares para a escolha de prefeitos

ANNE WARTH, Agencia Estado

01 de março de 2009 | 18h49

A candidata Evilásia Gildênia de Oliveira (PSB), da coligação "Justiça e Paz" (PSB-PV-PT-DEM-PR), venceu as eleições para a Prefeitura de Patu (RN) com 3.526 votos, 52,14% dos votos válidos. Ela é esposa de Ednardo Moura, que teve o registro cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após receber a maioria dos votos nas eleições realizadas em Patu em 5 de outubro do ano passado. Prefeito da cidade entre 1997 e 2000, Moura teve suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).   Patu é um dos sete municípios brasileiros onde ocorreram neste domingo eleições suplementares para a escolha de prefeitos. As eleições suplementares nesses municípios foram marcadas pelos Tribunais Regionais Eleitorais depois que os candidatos vitoriosos dessas cidades tiveram seus registros negados em definitivo pelo TSE.A apuração dos votos de Patu, a 341 quilômetros de Natal, foi encerrada às 17h36, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Estado. O candidato Alexandrino Suassuna Barreto Filho (PMDB), da coligação "União e Trabalho" (PMDB-PDT-PP-PMN-PCdoB-PPS) obteve 3.236 votos, 47,86% dos votos válidos. Evilásia recebeu 290 votos a mais que o adversário.Foram apurados 7.172 votos, o que indica comparecimento de 91,02% dos 7.844 eleitores das 26 seções eleitorais do município. Desse total, 6.762 foram válidos (94,28%), 92 foram brancos (1,28%), 318 foram nulos (4,43%) e 708 eleitores se abstiveram (8,98%). Segundo informações do TRE-RN, a eleição transcorreu sem incidentes. Tropas da Polícia Militar foram enviadas a todos as seções para garantir a tranquilidade dos eleitores na votação e apuração.A juíza Gisela Besch, que presidiu a eleição suplementar de Patu, aguarda documentos oficiais da Polícia Federal (PF), que levantou suspeita sobre a compra de votos por parte de um homem que foi levado com outras três pessoas para a Promotoria de Justiça da cidade.Os eleitos governarão as cidades até 2012. Desde outubro, dez cidades brasileiras já realizaram eleições suplementares referentes ao pleito de 2008 - oito em 2009 e duas ainda em 2008.   Outras eleições   No Maranhão, quatro municípios escolheram seus prefeitos. Em Bacabeira, com 9.182 eleitores, foi eleito José Venâncio Corrêa Filho (DEM), com 83,91% dos votos válidos. Nos outros três municípios, Amarante do Maranhão, Centro Novo do Maranhão e Vila Nova dos Martírios,  o governo federal enviou tropas do Exército para garantir a segurança das eleições. Até as 19h30 ainda não havia sido divulgado o resultado das eleições nessas três cidades.   A 173 quilômetros de Florianopólis, a cidade de Braço Norte (SC) elegeu ontem Evanisio Uliano (PP) para comandar a prefeitura. Uliano conquistou 51,71% dos votos válidos. Dos 20.175 eleitores aptos a votar, 18.143 compareceram e 10,18% se abstiveram. Houve também 189 votos em branco e 204 nulos.   Em Amajari (RR), a apuração estava prevista para começar às 19 horas. As urnas da cidade, que fica a 158 quilômetros de Boa Vista, seriam levadas para a capital Boa Vista, onde ocorreria a contagem de votos. Amajari tem 4.121 eleitores. A previsão era que o resultado só saísse por volta das 22 horas.   A Justiça Eleitoral anulou as eleições de outubro do ano passado realizadas em 32 municípios. Em todas as cidades, os prefeitos eleitos foram cassados pela Justiça Eleitoral. Agora,17 cidades escolheram seus novos prefeitos. Faltam, portanto, 15 municípios realizarem outras eleições. Londrina, no Paraná, e Santarém, no Pará, são as maiores cidades que permanecem até hoje sem prefeito.     (Com Eugênia Lopes, de O Estado de S.Paulo)

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