Alf Ribeiro/Futura Press
Alf Ribeiro/Futura Press

Prefeita de Ribeirão segue para superintendência da PF em São Paulo

Dárcy Vera (PSD) foi presa durante 'Operação Mamãe Noel' na manhã desta sexta, em casa; ela é o principal alvo da Operação Sevandija, que apura fraudes de R$ 203 milhões em licitações

Gustavo Porto, O Estado de S.Paulo

02 Dezembro 2016 | 10h27

RIBEIRÃO PRETO - A prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera, (PSD) deixou a sede da Polícia Federal em Ribeirão Preto e seguiu para a superintendência da PF em São Paulo na manhã desta sexta-feira, 2. A prefeita foi presa de manhã na sua casa no interior paulista na "Operação Mamãe Noel", deflagrada pela PF e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo (GAECO).

No momento da saída da prefeita em um carro da PF, alguns cidadãos aplaudiram e outros a xingaram. A operação desta sexta é a segunda etapa da "Operação Sivandija", iniciada no dia 1º de setembro, que apura o desvio estimado de R$ 203 milhões dos cofres públicos da prefeitura.

Além da prefeita, foram presos nesta sexta a advogada Maria Zueli Librandi, o também advogado Sandro Rovani, ambos do sindicatos dos servidores públicos municipais. A suspeita é de que eles teriam repassado recursos de honorários arrecadados em uma ação que movimentou R$ 800 milhões para políticos da cidade, entre eles a prefeita.

Outro preso é Marco Antônio Santos, ex-superintendente do Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão de Preto (DAERP), considerado um dos operadores do esquema.

O advogado de Rovani, Júlio Mossin, disse que o seu cliente não poderia ser preso, devido a uma liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que garantiria a sua liberdade. Rovani também foi preso na primeira etapa da Operação Sevandija. A advogada da prefeita, Maria Claudia Seixas, foi procurada pela reportagem, mas não retornou as ligações. Os advogados dos outros presos não foram localizados.

Vice. O vice-prefeito Marinho Sampaio (PMDB), informou que não irá assumir o cargo de prefeito com o afastamento de Dárcy Vera. Segundo ele, pela Lei Orgânica do Município o cargo pode ficar vago por até 14 dias e, neste caso, o secretário de Governo, Marcus Berzoti responderá interinamente pelo expediente do Executivo local.

Se após esse período a prefeita ainda seguir afastada, a Câmara Municipal deve convocar Sampaio para ocupar o cargo. Como o mandato de ambos está no final, o vice-prefeito teria então duas semanas como prefeito antes de passar o cargo ao eleito par a próxima legislatura, o deputado federal Duarte Nogueira (PSDB). O vice-prefeito será empossado ainda como vereador em 1º de janeiro, cargo para o qual foi eleito em outubro.

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