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Prefeita de Barro Preto, a pior cidade na pesquisa Firjan, teve contas rejeitadas

Cidade do sul da Bahia obteve a pior colocação no Índice Firjan de Gestão Fiscal em todo o País, com nota 0,0426

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

18 de junho de 2015 | 17h56

SOROCABA - A prefeita de Barro Preto (BA), Jaqueline Mota (PT), teve as contas do exercício de 2013 rejeitadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) da Bahia. Entre as irregularidades apontadas, estão o desvio na aplicação de recursos destinados à educação básica, gastos com viagens não justificados e não comprovação de pagamento dos funcionários. A cidade do sul da Bahia obteve a pior colocação no Índice Firjan de Gestão Fiscal em todo o País, com nota 0,0426.

A prefeita não foi localizada pela reportagem, mas sua assessoria informou que ela já está recorrendo da decisão, publicada no último dia 15. Moradores locais contam que Barro Preto tinha sua economia baseada na cultura do cacau, quando uma praga conhecida como vassoura-de-bruxa acabou com as plantações, na década de 1980. "Até hoje nossa economia não se levantou e a cidade continua encolhendo", diz o comerciante Alberto Prates Júnior, o Albertinho Gás. Em 2004, era 7,576 habitantes, segundo o IBGE, número que recuou para 6.453 em 2014.

Albertinho, que foi candidato a vereador, diz que Barro Preto não merece a última colocação. "É uma cidade pequena, mas muito boa, com ruas calçadas ou pavimentadas, rede de água e energia elétrica. Aqui não tem assalto. Temos duas escolas e duas agências bancárias, não é o fim do mundo", disse. Ele reconhece que a cidade não trata os esgotos e tem lixão a céu aberto, "mas está saindo um consórcio de municípios para o lixo". Segundo ele, o cultivo do cacau voltou a ser estimulado, envolvendo principalmente os agricultores familiares do distrito de Pedra Lascada. "O cacau vai ser o nosso ouro", apostou.


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