Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Prédio que desabou foi invadido por facção criminosa, diz Doria

Em Ribeirão Preto, pré-candidato ao governo paulista afirmou ainda que a Prefeitura de São Paulo tentou desocupar o edifício várias vezes, sem sucesso

Gustavo Porto, O Estado de S.Paulo

01 Maio 2018 | 13h01

RIBEIRÃO PRETO - O ex-prefeito de São Paulo e pré-candidato ao governo paulista, João Doria (PSDB), disse na manhã desta terça-feira, 1º, que a solução para evitar tragédias como a do incêndio e o desabamento do edifício na capital paulista é evitar novas invasões. "A solução é evitar as invasões, o prédio foi invadido, e parte dela por uma facção criminosa", disse o ex-prefeito durante visita à 25ª Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).

+ Prédio desaba durante incêndio no centro de SP

Segundo Doria, foram várias as tentativas da Prefeitura para desocupar o prédio que pertencia à Caixa Econômica Federal e abrigar as pessoas em outros imóveis, mas "todas foram rechaçadas com ameaça de violência, porque ali era um centro de distribuição de drogas, além de abrigar famílias em situação de rua".

Minutos após a essa primeira declaração, Doria chamou um grupo de repórteres para "complementar" sua fala e "prestar solidariedade às famílias desabrigadas" e "lamentar a informação de que tivemos um óbito". O Corpo de Bombeiros, no entanto, ainda não confirma nenhuma morte. Ele disse ter conversado com representantes da Prefeitura e que recebeu a informação também de que toda a assistência será dada aos desabrigados, inclusive com possibilidade de recuperação de algum outro edifício público na região central de São Paulo para encaminhar famílias que deixaram o local. 

+ Torre que pegou fogo e ruiu foi detenção de Nobel da Paz

Eleições

Também na feira, Doria afirmou que o governador Márcio França (PSB) não representa o legado tucano e nem de Geraldo Alckmin (PSDB), seu antecessor no Palácio dos Bandeirantes e pré-candidato a presidente da República. "Estamos formando uma frente positiva para proteger o legado de Geraldo Alckmin, o verdadeiro legado que nós, como tucanos, saberemos defender. (...) Ele (França) merece nosso respeito como governador que é, mas ele não representa o legado do PSDB". 

+ Briga na Assembleia Legislativa ameaça onerar Estado

O ex-prefeito paulistano voltou a alfinetar França: "As cores do PSDB são azul, amarelo e branco. Aqui não tem espaço para vermelho", afirmou ele em uma referência à cor do PSB de França e de movimentos de esquerda.

Doria elogiou a pesquisa encomendada pelo Democratas para avaliar a rejeição dele e de França para uma possível aliança na eleições deste ano. "Acho ótimo, porque as pesquisas nos favorecem. Fortalece a posição e a decisão que vai nos colocar juntos muito em breve". Ele negou que a decisão de antecipar uma aliança com o PSD e a abertura da vaga de vice à legenda afaste outros partidos de uma coligação.

+ Temer é hostilizado ao visitar escombros de prédio

"A decisão do PSD estimula outros partidos, fortalece e consolida nossa posição. Temos 14 minutos de tempo de televisão com três partidos, PSDB, PSD e PTC e até o final de maio, agregaremos mais três novos partidos nessa coalizão", concluiu.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.