Prédio do do Incra é invadido por sem-terra no Rio

Cerca de 300 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra ocuparam nesta terça-feira a superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no Rio de Janeiro. Eles apresentaram uma carta com 17 reivindicações e pediram à direção regional do órgão que explique por que nenhuma família foi assentada no Estado do Rio em 18 meses de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o movimento, há quatro mil famílias acampadas no Estado.Os manifestantes começaram a chegar ao edifício que fica na Glória, zona sul do Rio, na noite de segunda-feira. Eles dormiram no pátio, onde montaram um fogão e prepararam refeições. A maioria veio de assentamentos de cidades do interior como Campos e Mangaratiba. Eles estavam reunidos desde o fim de semana na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em Itaguaí, para o IV Encontro dos Assentados do Estado do Rio e decidiram ocupar a sede estadual do órgão para chamar a atenção das autoridades.Na carta entregue ao superintendente Claudio Furtado, os manifestantes reclamam que o crédito rural é burocrático e restrito a poucas famílias. Querem cestas básicas para os acampamentos, o restabelecimento de convênios de assistência técnica interrompidos em março e que órgãos ambientais estaduais concluam o licenciamento ambiental de áreas em processo de assentamento. Furtado passou toda a tarde reunido com os manifestantes e se comprometeu a levar as reivindicações ao Ministério do Desenvolvimento Agrário. Uma delas é a reestruturação do Incra no Rio.

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