Preço livre para remédios surpreende consumidores

A liberação de preços dos remédios por parte do governo pegou de surpresa as principais vítimas: os consumidores. O aumento previsto em 260 medicamentos vai pesar no bolso de muita gente que gasta boa parte dos salários nas farmácias. A dona de casa Lilian Suman, de 56 anos, gasta por mês, juntamente com o marido, aproximadamente R$ 300,00 em analgésicos, antiinflamatórios e em suplementos vitamínicos. ?Como o salário não aumenta no mesmo ritmo dos preços, vamos ter de cortar despesas para compensar o gasto com medicamentos essenciais?, afirma Lilian. ?O governo deveria tomar as rédeas desses produtos importantes. As indústrias, com certeza, vão aumentar os preços e quem paga o pato é a gente?, critica. A opinião é compartilhada pelo publicitário Djalma Soares, de 47 anos. ?Tenho familiares idosos e sempre preciso comprar diversos remédios. Acho que o presidente Lula deveria ter mais sensibilidade com todos estes aumentos que são impostos aos cidadãos?, reclama Soares. ?O governo tenta conter o monstro da inflação, mas ele está crescendo a cada dia e vai aumentar mais com esta decisão sobre os remédios?, completa. O advogado Leonardo Cintra, de 28 anos, recebeu a notícia como um ?presente de grego?, bem no dia do seu aniversário (ontem). ?Vou ter de controlar ainda mais os gastos indispensáveis em casa e eliminar as contas supérfluas. Uma medida dessas do governo, numa área importante como a saúde, sempre nos deixa desanimados?, afirma.

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