'Precisamos eleger o Padilha para ele ajudar a Dilma', diz Lula

Mesmo afirmando que não comentaria eleição porque já foi multado em 20 mil, o ex-presidente pela primeira vez fala abertamente que ministro é candidato

Fernando Gallo, O Estado de S. Paulo

28 de setembro de 2013 | 00h35

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, 27, que os paulistas precisam eleger o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), para "ajudar" a presidente Dilma Rousseff. Foi a primeira vez que ele disse abertamente que Padilha é o candidato ao governo de São Paulo.

Lula discursou durante lançamento da candidatura do ex-prefeito de Osasco Emídio de Souza a presidente do PT paulista. Disse que não falaria sobre eleição porque já foi multado em R$ 20 mil por propaganda antecipada de outros candidatos e, segundo ele, tem pagado as multas do próprio bolso.

Descontraído, Lula criticou a espionagem os EUA em setores do governo Dilma e, em tom de brincadeira, conectou o episódio às futuras eleições: "Precisamos eleger o Padilha pra ele ajudar a Dilma a enfrentar essa situação. Se sozinha a Dilma já teve coragem de falar lá na ONU (sobre a espionagem americana), se ela tiver por detrás o Padilha e o Mais Médicos no Estado de São Paulo, certamente a gente vai ter condições de fazer muito mais pelo Brasil".

O ministro, por sua vez, provocou o governador Geraldo Alckmin (PSDB), após o candidato à presidência do PT lembrar um episódio ocorrido em 2010. Emídio, que naquele ano   coordenou a campanha do PT no Estado, lembrou que telefonou ao tucano para admitir a derrota e disse a Padilha que, agora, quer ligar para Alckmin e pedir que ele "comece a limpar as gavetas". "Já vai buscando o telefone desse senhor que você está querendo ligar aí", brincou o ministro.

Tumulto. Um protesto ocorrido em frente ao local do evento terminou em tumulto. Os manifestantes do grupo 'Ocupa Alckmin' bloqueavam a Avenida Liberdade quando um motociclista tentou passar pelo protesto e foi impedido. A Polícia Militar, que acompanhava o protesto, interveio para impedir a agressão ao motorista. Manifestantes jogaram pedras nos policiais e teve início o confronto.

Os participantes do protesto dispersaram após o tumulto. Ainda não há informações sofre detidos ou feridos, mas, de acordo com a PM, vários carros foram depredados. O mesmo grupo de manifestantes bloqueara mais cedo a Avenida Paulista, a Rua da Consolação e a Praça da Sé. No início da noite se dirigiram ao local onde ocorria o evento do PT.

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