Governo do Estado de São Paulo
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Precisamos do gabinete do diálogo, diz Doria, que chama governo federal de 'ausente'

Governador de São Paulo afirma que, em meio à luta para salvar vidas, o País passou a ouvir palavras de ódio

Bruno Ribeiro e Mariana Hallal, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2020 | 13h21

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), voltou a fazer críticas ao presidente Jair Bolsonaro durante o anúncio de ações para o combate ao coronavírus no Estado. "Na semana em que o Brasil se torna o epicentro mundial da pandemia, o governo federal se mostra ausente. Ausente no principal problema do País, o combate ao coronavírus, ausente na luta para salvar vidas, ausente no apoio aos profissionais de saúde e ausente na solidariedade aos mortos e enfermos", disse nesta sexta-feira, 29.

O tucano afirmou que o País passou a ouvir palavras de ódio. "Precisamos trocar o gabinete do ódio pelo gabinete do diálogo", disse, em referência à operação da Polícia Federal que mirou aliados do presidente no inquérito das fake news que corre no Supremo Tribunal Federal. 

"Ouvimos também essa semana mais uma vez palavras que ofendem a memória de judeus e de milhões de pessoas perseguidas pelo nazismo, palavras contra memória de todos que sofreram violências e árbitros de regimes autoritários. Vamos parar com essa marcha da insensatez e com as ameaças à democracia e as liberdades fundamentais", disse o governador. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, vem reiteradamente comparando o cenário político local com a Alemanha Nazista e o Holocausto

"Vamos parar com essa marcha da insensatez e com as ameaças à democracia e às liberdades fundamentais. Vamos respeitar o ser humano, vamos respeitar a história. A história verdadeira, real", pediu Doria. "Brasília precisa associar-se à razão, ao bom senso. Precisamos de um governo de construção nacional e não de destruição."

O govenador disse ainda, durante a entrevista coletiva, que os "brasileiros de bem" não permitirão a volta da ditadura. "O Brasil não será nazista, não será fascista nem comunista. Será livre e democrático. A ditadura não vai voltar ao Brasil."

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