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‘Precisamos buscar convergências’, diz Goldman sobre PSDB

Para novo presidente interino do partido, é ‘possível’ a escolha de um nome alternativo ao senador Tasso Jereissati (CE) e ao governador de Goiás, Marconi Perillo, para comandar a legenda

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

11 Novembro 2017 | 05h00

Em entrevista ao Estado, o novo presidente interino do PSDB, Alberto Goldman, disse ser ‘possível’ a escolha de um nome alternativo ao senador Tasso Jereissati (CE) e ao governador de Goiás, Marconi Perillo, para a presidência do PSDB. 

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A solução de unidade pode ser a escolha de um terceiro nome para presidir o PSDB? Três nomes despontam: o governador Geraldo Alckmin, o ex-presidente Fernando Henrique e o senador Antonio Anastasia.

Tudo é possível. O importante é, no mínimo, chegar a um diretório nacional comum. Dessa forma a disputa fica menos problemática e mais pacífica. É muito cedo para falar em nomes. Precisamos buscar a convergência. Esse é o meu papel. 

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Como deve ser a posição das bancadas? O PSDB deve fechar questão sobre mais temas? 

A bancada é um instrumento do partido. Portanto, tem que seguir as posições do partido. É preciso haver um mínimo de coerência. Como não se discute tema nenhum, cada um vota como quer. Não pode um partido ter placar no plenário da Câmara de 22 a 23. Isso vale para todas as matérias. 

Qual a posição do senhor sobre o partido permanecer ou não no governo?

Minha posição agora não vai ser divulgada. Só lembro a você que a decisão de permanecer no governo foi feita e referendada pela executiva do partido. 

Tem alguma reunião da executiva para discutir isso?

Ninguém solicitou isso. 

Alckmin disse que não foi consultado sobre a destituição de Tasso e criticou a decisão. O que achou disso?

Ninguém foi consultado quando ele foi escolhido como presidente interino. Ninguém foi consultado antes nem agora. 

Uma ala do partido classificou como golpe a destituição de Tasso. O que o senhor acha disso?

O exercício da leviandade e da irresponsabilidade é livre.

O senador José Serra foi seu fiador? 

Ele não falou comigo sobre isso. Lá atrás ele chegou a falar sobre isso, e eu disse que respeito o estatuto.

Deve haver mudanças no modelo da executiva e do estatuto do PSDB? 

Vai haver uma modernização e um atualização do estatuto e do programa do partido. 

A ideia do senador Tasso Jereissati de implementar uma política de compliance no PSDB será mantida?

Isso vai ser tratado no estatuto. Não sei bem o que é isso, mas a palavra é bonita. É usado nas empresas, mas não tenho ideia de como pode ser usado em partido. 

O senhor pretende manter as intervenções de Tasso nos diretórios da Bahia e do Maranhão? 

Não houve na Bahia. Vou tomar uma decisão sobre Maranhão na segunda-feira (13). 

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