'Precisamos arrecadar mais', afirma Aécio

Tucano, que recebeu R$ 11 milhões em doações, o maior valor entre os candidatos, diz que obteve 'pouco ainda' para 'fazer frente' aos adversários

RENÉ MOREIRA , ESPECIAL PARA O ESTADO , BOTUCATU (SP), O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2014 | 02h02

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, reagiu ontem com ironia à pergunta sobre o fato de ter sido o presidenciável que mais obteve doações para a campanha até agora. "Arrecadamos muito pouco ainda, precisamos arrecadar mais para fazer frente a esses que estão aí...", disse Aécio, durante visita a Botucatu, no interior de São Paulo.

Na largada da campanha eleitoral, Aécio arrecadou ao menos R$ 11 milhões em doações de empresas e pessoas físicas, mais que a presidente Dilma Rousseff, cuja prestação parcial registrou entradas de R$ 10,1 milhões. Eduardo Campos (PB) obteve R$ 8,2 milhões.

Ontem, o tucano voltou a fazer críticas a Dilma, sua principal adversária na disputa presidencial. "É hora de a presidente sair do casulo, dos eventos programados e armados". E ao sair às ruas, prosseguiu o tucano, rebatendo declarações da candidata petista à reeleição contra a oposição, ela verá "que o pessimismo ao qual se refere não é da oposição, é dos brasileiros em relação ao seu governo, não em relação ao País".

Aécio caminhou pelas ruas centrais da cidade, ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), e fez uma visita ao Centro de Referência de Dependentes Químicos. Em outra crítica ao atual governo, ele disse que a petista "fracassou na conduta da economia e na gestão do Estado brasileiro".

Empatado. O candidato tucano disse ainda que muitas pesquisas já o colocam em empate técnico com Dilma em um eventual segundo turno. "Meu nome vem crescendo de forma consistente em todas as pesquisas. E o dado mais interessante é que no segundo turno houve uma aproximação maior, apesar de muitas pesquisas já mostrarem empate técnico", acrescentou.

Ele afirmou também que não tem pressa quanto ao crescimento de seus índices nas pesquisas de opinião: "Não tenho pressa, quero ganhar a eleição em 5 de outubro e, se não der, vai ser no segundo turno. Agora o que estamos fazendo é isso, andar nas ruas, olhar e conversar com as pessoas."

Para ele, com o horário eleitoral sua candidatura e as de outros oposicionistas vão crescer nas pesquisas. "Não tivemos ainda a exposição que todos terão ao longo da campanha.

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