Precipitação produz injustiças, diz Jader

O presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), divulgou, por intermédio de sua assessoria, nota em papel timbrado do gabinete da presidência, informando que "aceita e subscreve a Constituição de Comissão Parlamentar de Inquérito sobre os fatos de que está sendo acusado" em relação a irregularidades no Banco do Estado do Pará (Banpará) no período em que foi governador daquele estado. Na nota, o senador diz que foi governador entre 83 e 87 e jamais recebeu qualquer comunicação do Banco Central sobre irregularidades que teriam ocorrido no banco em 1984. Ele disse que, após ter deixado o governo, não foi informado sobre existência de relatório do Banco Central sobre o assunto. E reafirmou que em 1996 o então presidente do BC, Gustavo Loyola, informou que seu nome não estava incluído em "qualquer documento do Banco Central". O senador disse que o único fato que o liga ao Banco Central, após a carta de Loyola, foi o apoio à instalação de uma CPI para investigar escândalos dos bancos Econômico e Nacional e, recentemente, ter sido autor da CPI do sistema financeiro, onde, segundo Jader, foi apurada "a ação do Banco Central no escandaloso episódio de ajuda financeira no valor de US$ 1,8 bilhão aos bancos Marka e FonteCindam". O senador disse ainda na nota que enviou ofício ao Banco Central pedindo que cópias de um suposto terceiro documento sobre o Banpará fossem enviadas a ele e ao Ministério Público do Pará e pediu que seja aguardada documentação antes de haver julgamentos precipitados. "A precipitação costuma produzir injustiças difíceis de serem reparadas no futuro; inclusive porque os dois cheques atribuídos ao senador, de Cr$ 93 mil, e de Cr$ 6 mil, somados e corrigidos hoje correspondem à pequena quantia de pouco menos de R$ 100". A nota diz ainda que uma CPI pode ser um foro adequado para apurar as responsabilidades, inclusive quanto à quebra de sigilo e divulgação dos dados, e "para a definitiva reparação de eventuais danos e os esclarecimentos devidos à opinião pública, como forma de aclararem e darem um basta a essa periódica chantagem política, após sua eleição para a presidência do Senado".

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