Alex Silva
Alex Silva

Pré-candidatos usam Twitter para se manifestar em domingo de agenda fraca

Alckmin, Meirelles e Bolsonaro foram alguns dos políticos que resolveram mandar mensagens discutindo pautas nacionais aos seus seguidores

Marcio Rodrigues, O Estado de S.Paulo

25 Março 2018 | 18h09

Sem agendas públicas, a maior parte dos pré-candidatos à Presidência da República usou o Twitter para falar com o eleitorado neste domingo, 25. O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, postou duas mensagens, acompanhadas de vídeos curtos, enquanto o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, publicou mais uma imagem sua acompanhada de uma frase sobre ele.

Na primeira mensagem, Alckmin diz que o Brasil tem muitas injustiças, entre as quais a forma como recolhe impostos e "devolve em benefícios para a população, especialmente para os mais pobres". "Precisamos de reformas para corrigir distorções, incentivar o crescimento e gerar empregos", afirma.

+++ Eleição presidencial já tem 11 pré-candidatos

+++Maia lança pré-candidatura ao Planalto e diz que vai trabalhar para ter nome 'viável'

Logo depois, diz que o Brasil precisa de uma reforma de Estado. "O Estado não deve ser empresário. Tudo que puder ser feito pelo setor privado, o governo não deve fazer. O Estado deve se encarregar do que é mais importante para a população, como segurança, educação e saúde".

Meirelles, no estilo que tem adotado para se comunicar, publicou uma mensagem com as cores da bandeira brasileira e com seu nome grafado embaixo da seguinte frase: "Faço tudo com muita seriedade, paixão e desejo de servir o povo brasileiro, independente da posição em que eu esteja".

Flávio Rocha, que deixou a direção da Riachuelo e procura um partido para concorrer à Presidência, dizendo que "no mundo todo, o grande desafio é criar empregos. No Brasil, a solução é bem fácil. É só...". A mensagem vem acompanhada de um link para uma imagem no Instagram, com uma outra frase de Rocha. "Além de criar empregos, é necessário deter a máquina da destruição de postos de trabalho bancada com nossos impostos. É a BBB, Burrice Burocrática Brasileira."

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez uma homenagem à pesquisadora Ana Fonseca, que faleceu. Maia lembrou que ela foi uma das idealizadoras dos programas Bolsa Família e Brasil Sem Miséria. "Deixo a minha homenagem a essa profissional que trabalhou incansavelmente pela redução da desigualdade social no Brasil e sempre lutou para que programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, fossem programas de Estado e não de partidos".

Álvaro Dias, senador pelo Podemos, teceu comentários sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal em relação ao habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele diz que outros políticos "enrolados" na Lava Jato, também se animaram com a decisão. "Essa história de indulto para Lula é surreal. Nem sequer discuto essa esbórnia política", afirma.

"Querem abrir as portas das penitenciárias, colocando nas ruas os barões da corrupção? Decisão do STF provocou enorme indignação!", continua. Em seguida, Dias comenta a decisão do STF em um vídeo curto, onde prometeu refundar a República.

Na mesma linha, João Amoêdo, do Novo, cita matéria do Estado, de que o ex-ministro Geddel Vieira Lima, também quer o mesmo tratamento de Lula. "É lamentável que alguns membros do Supremo não tenham respeitado o cidadão brasileiro. Somos nós que pagamos os seus salários, assessores e motoristas. O mínimo que se espera é que façam seu trabalho, tomem as decisões necessárias, sejam coerentes e não procurem argumentos para postergar ou fugir das suas responsabilidades", afirma no Twitter.

"Em 2019 o presidente eleito vai nomear pelo menos 3 ministros do STF. Os novos nomeados devem ser exemplos de humildade, trabalho, competência, independência e de zelo pela instituição. O fortalecimento do STF será um dos resultados da renovação na política. Não podemos nos esquecer disso em outubro", disse em outroa postagem.

Lula, por sua vez, continua com sua caravana pelo Sul do País. O ex-presidente publicou uma foto abraçado com uma senhora idosa e com uma criança, em Santa Catarina. Junto, publicou uma mensagem questionando o que elas teriam em comum. "O que Sofia Câmara, de 8 anos, e Dona Bia Linhares, de 107, têm em comum? Apesar dos 99 anos de idade de diferença, as duas catarinenses carregam juntas a esperança de um Brasil menos desigual e mais justo e democrático para todos".

Manuela D'Ávila, deputada estadual do Rio Grande do Sul pelo PCdoB, usou o Twitter para destacar que o seu partido completa 96 anos hoje. "São 96 anos ao lado das principais lutas do povo de nosso País. Liberdade religiosa, combate às ditaduras, direitos sociais, defesa dos trabalhadores e da CLT. São 96 anos de resistência e conquistas".

A deputada estadual também falou sobre as ameaças de morte ao Padre Júlio Lancelotti. "Trata-se de alguém que dedica todos os seus dias a cuidar dos que não tem nada, dos despossuídos. O ódio e a maldade dessa gente não tem fim", afirma.

Guilherme Boulos, do Psol, também citou o padre Lancelotti. "Ele é uma das principais vozes em defesa da população de rua em São Paulo e contra os abusos que sofrem diariamente. Toda solidariedade, Júlio!".

O pré-candidato também citou as manifestações de ontem, nos Estados Unidos. "Ontem nos Estados Unidos milhares de estudantes, ativistas, artistas e famílias tomaram as ruas de Washigton na #marchforourlives para pedir o fim da violência armada. Armar a sociedade não resolve o problema da segurança pública, só gera mais violência. #Vamos2018".

O deputado federal Jair Bolsonaro, do PSL, publica a imagem de uma nota do jornal "O Globo" com uma mensagem grafada em caixa alta. "TODOS CONTRA BOLSONARO". Ele esteve, pela manhã, em manifestação em homenagem aos policias militares que perdem a vida em combate, na praia de Copacabana, no Rio.

Acompanhado de dois dos seus três filhos - todos políticos -, foi recebido aos gritos de "Mito! Mito" pelos manifestantes e discursou por cerca de 10 minutos. Bolsonaro acusou a Justiça brasileira de privilegiar bandidos e defendeu o armamento da população para combater a violência.

Ele criticou as punições dadas aos policiais que matam bandidos em serviço, afirmando que desta maneira "quem tem retaguarda jurídica é o marginal". Marina Silva, Paulo Rabello de Castro e Ciro Gomes não publicaram nenhuma mensagem no Twitter. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.