JB Neto/AE
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Pré-candidatos tucanos atacam PT e defendem prévias em São Paulo

Debate do PSDB foi marcado por defesa do partido e críticas a Fernando Haddad

Gustavo Uribe, da Agência Estado

09 de fevereiro de 2012 | 22h05

Os quatro pré-candidatos do PSDB à prefeitura de São Paulo reafirmaram na noite desta quinta-feira, 9, a defesa das prévias para a escolha da candidatura do partido e criticaram o seu principal adversário na disputa, o PT, sobretudo o pré-candidato petista, Fernando Haddad. Em debate promovido pelo diretório municipal tucano na Zona Leste da capital paulista, os pré-candidatos do PSDB ressaltaram a importância da realização de uma eleição interna e atacaram os críticos da proposta. O ex-presidente municipal do PSDB José Henrique Reis Lobo afirmou, em um artigo, que submeter as candidaturas às prévias acarreta "riscos enormes de derrota".

 

O deputado federal Ricardo Trípoli, um dos pré-candidatos do PSDB, capitaneou as críticas aos que são contrários às prévias. "Quem tem dúvidas da realização das prévias, é só vir aqui nesse debate e ver essa forte militância", afirmou. "Quem aposta que teremos surpresas daqui até a data das prévias, em março, perderá a aposta", acrescentou, referindo-se à possibilidade de cancelamento da disputa interna. Segundo ele, há "aventureiros" que alardeiam que o processo de prévias sofrerá um "grande golpe". "Mas nós, do PSDB, teremos democracia interna e participação de toda a militância", afirmou.

 

O secretário estadual de Energia, José Aníbal, também pré-candidato tucano, ironizou o fato de haver dentro do PSDB integrantes contrários à realização das prévias. "Há gente que não tem muita afeição pela nossa militância", criticou. "Eu não acredito que militância sirva apenas para ganhar eleição, mas ela é importante para ganhar eleição e crucial, para governar."

 

Em discurso, no início do evento, o presidente municipal do PSDB, Julio Semeghini, também saiu em defesa da eleição interna. "Quando o PSDB optou pelo processo das prévias para escolher o candidato à prefeito, houve reações de descrença", disse. "Mas só quem não se lembra da história do PSDB, da história dos seus fundadores, poderia pensar dessa forma." Semeghini rebateu ainda aqueles que, segundo ele, consideram a democracia interna como uma "utopia ou gasto de energia". "Nossa resposta está nessa reunião de hoje, com  a militância do partido", afirmou.

 

Críticas ao PT. Os pré-candidatos tucanos também focaram as críticas nos petistas, ressaltando que as eleições municipais deste ano, em São Paulo, serão focadas na polarização entre PT e PSDB. Trípoli, por exemplo, afirmou que o PT tem "fugido" do debate eleitoral e criticou o fato do partido não ter realizado prévias para a escolha de seu candidato. Ele convocou ainda a militância a derrotar nas urnas no PT na zona leste e criticou a postura do partido à frente do Palácio do Planalto. "Eu convoco vocês para uma guerra de ideias e propostas", disse.

 

O secretário de Meio Ambiente, Bruno Covas, outro pré-candidato do PSDB, ironizou a aproximação entre PT e PSD, partido do prefeito Gilberto Kassab. "Nós estamos assistindo a um movimento muito estranho", afirmou. "Tem até tatu querendo namorar aranha e isso não vai dar certo." Ele disse ainda que, enquanto alguns agem na sombra, o PSDB tem agido na luz, e criticou episódio, no final de janeiro durante a reabertura do MAC, em que o secretário da Cultura, Andrea Matarazzo, foi hostilizado por manifestantes contrários à desocupação da comunidade de Pinheirinho, em São José dos Campos (SP). "Nós não vamos aceitar agressão, o que aconteceu com o Andrea Matarazzo foi um absurdo", afirmou. "Nós não abrimos mão de fazer política de forma pacífica."

 

Matarazzo, também pré-candidato tucano, considerou que, no episódio em que foi hostilizado, foi vítima de um "ataque" de uma "oposição desesperada". As críticas ao PT também foram feitas por Aníbal que afirmou que o propósito do PT em São Paulo tem sido destruir o PSDB e, segundo ele, o primeiro passo nesse sentido é conquistar a prefeitura de São Paulo. Segundo ele, Haddad não conhece a capital paulista.

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