Pré-candidatos do PT-SP terão que ter apoio de 1% dos filiados

Postulantes ao cargo de governador pela sigla terão de ter a indicação formal de cerca de 2.970 petistas

Gustavo Porto, da Agência Estado,

13 Outubro 2009 | 17h05

A Executiva Estadual do PT de São Paulo decidiu nesta terça-feira, 13, que os pré-candidatos a governador pelo partido terão de ter a indicação formal de ao menos 1% dos filiados no estado para concorrerem. Ou seja, o postulante ou sua base de apoio terão de reunir cerca de 2.970 assinaturas entre 297 mil petistas paulistas. As indicações dos pré-candidatos começarão a ser aceitas a partir de 1º de novembro, mas ainda não há uma data para o encerramento da apresentação dos nomes.

 

"Acreditamos que agora o partido vai começar a se mexer e veremos quem realmente pretende ser candidato ou tem uma base de apoio capaz de fazer essa indicação", disse Edinho Silva, presidente estadual do PT de São Paulo. "Essa decisão evitará que alguém coloque o nome por algum outro interesse que não seja o de disputar o governo paulista", completou.

 

Até agora, os nomes discutidos internamente como pré-candidatos pelo PT à sucessão do governador José Serra (PSDB) são os dos deputados federais Antonio Palocci e Arlindo Chinaglia, o da ex-prefeita paulistana Marta Suplicy, o do prefeito de Osasco, Emídio de Souza, o do ministro da Educação, Fernando Haddad, e do senador Eduardo Suplicy. O partido poderá apoiar ainda uma eventual candidatura a governador do deputado federal Ciro Gomes (PSB), opção que é criticada pelo grupo de Marta.

 

No próximo dia 20 de outubro, representantes do PT terão um encontro para discutir a coligação com o PC do B em São Paulo e negociam ainda outras reuniões com PR, PDT e PSB.

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