Pré-candidatos de SP pressionam e PSDB fará prévias em janeiro

Vinte mil filiados poderão integrar o colégio eleitoral que escolherá o candidato da sigla

Julia Duailibi e Lucas de Abreu Maia

28 de outubro de 2011 | 00h21

Após pressão dos quatro pré-candidatos tucanos à Prefeitura paulistana, que haviam se reunido no último domingo para cobrar da direção partidária uma definição sobre as prévias que escolherão o nome do PSDB para a eleição do ano que vem, o diretório municipal definiu os termos do pleito interno.

 

Em reunião na noite desta quinta-feira, 27, com os pré-candidatos, o presidente municipal do PSDB, Julio Semeghini, determinou que as prévias devem acontecer até 31 de janeiro. Os pré-candidatos consultados pelo Estado, no entanto, afirmaram ter entendido que a disputa seria marcada até o dia 15 do mesmo mês. Poderão integrar o colégio eleitoral que escolherá o nome da sigla 20.600 eleitores tucanos que participaram do recadastramento feito pelo PSDB em 2009. A lista, contudo, será submetida à chancela do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), a fim de evitar eventuais questionamentos jurídicos.

 

Três dos quatro pré-candidatos – o deputado Ricardo Tripoli, o secretário estadual de Cultura, Andrea Matarazzo, e o secretário estadual de Energia, José Aníbal – desejavam que as prévias partidárias fossem realizadas ainda em dezembro. No entanto, o quarto pré-candidato, o secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas, e o Palácio dos Bandeirantes conseguiram adiar o pleito interno até meados de janeiro, e devem tentar postergar a votação ainda mais.

 

Alckmin esforça-se para que as prévias sejam adiadas até que os termos de uma possível aliança com o PSD, do prefeito Gilberto Kassab, fiquem mais claros.

 

Bastidores. O governador já trabalhava nos bastidores para empurrar as prévias para março do ano que vem. Ele e o prefeito Gilberto Kassab admitiram publicamente, na última semana, a possibilidade de negociar uma aliança entre os dois partidos. Setores no PSDB, no entanto, resistem a selar um pacto com Kassab.

 

Em entrevista concedida ao Estado no último domingo, o prefeito de São Paulo afirmou que as negociações para 2012 terão consequência direta nas eleições de 2014. Desta forma, Kassab deu um recado aos tucanos admitindo a possibilidade de apoiar a reeleição de Geraldo Alckmin ao governo do Estado desde que o PSDB decida apoiar o candidato escolhido por ele para a sua sucessão na Prefeitura.

 

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