Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Pré-candidatos à Presidência ressaltam combate à impunidade

Alckmin diz ser ‘lamentável’ ver a decretação de prisão de um ex-presidente; Bolsonaro comemora, enquanto Ciro Gomes afirma ‘não ver Justiça’ no pedido

O Estado de S.Paulo

06 Abril 2018 | 00h02

A maioria dos pré-candidatos a Presidência da República lamentou a ordem de prisão contra o ex-presidente Luiz Inácio lula da Silva. Três deles ressaltaram a importância do fato para o combate à impunidade no País, enquanto um – o deputado Jair Bolsonaro (PSL-PR), comemorou. À esquerda, os candidatos declararam apoio à Lula.

++ Eleições 2018: conheça os pré-candidatos à Presidência da República

m dos primeiros a se manifestar foi o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB Pelo Twitter, o tucano afirmou que era “lamentável ver a decretação da prisão de um ex-presidente. “Mas tenho a convicção de que isso simboliza uma importante mudança que vem ocorrendo no Brasil: o fim da impunidade. A lei é para todos.” 

Lula é inocente e vai saber enfrentar o momento, afirma Dilma

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que aqueles que têm responsabilidade pública não podem celebrar a ordem de prisão do ex-presidente expedida pelo juiz federal Sérgio Moro.

Para Maia, a condenação respeitou o direito de defesa. “A decisão decorreu de um processo submetido à mais alta Corte do Poder Judiciário”, disse o presidenciável do DEM. O deputado disse ainda que qualquer manifestação sobre a prisão do petista deverá respeitar a ordem institucional. 

Lula diz que pedido a Marco Aurélio motivou decisão de Moro

O pré-candidato do Podemos, o senador pelo Paraná Álvaro Dias afirmou que é “lastimável” ver um ex-presidente ser conduzido à prisão, mas considerou a decisão um “avanço” para o País. “A impunidade perdeu; o Estado de direito prevaleceu. As leis estão governando os homens nesse momento e estamos caminhando para a inauguração de uma nova Justiça no Brasil. É assim que se constrói uma grande nação.”

No mesmo sentido, o pré-candidato do PRB, o empresário Flávio Rocha: “Isso consolida a primeira fase da luta contra a corrupção, que é acabar com a impunidade. Essa luta, porém, não acaba aí.” Bolsonaro publicou um sinal de positivo no Twitter seguido de “boa noite”.

ESQUERDA

Entre os pré-candidatos da esquerda, o ex-governador Ciro Gomes (PDT) afirmou que estava “acompanhando com muita tristeza” o que estava acontecendo com Lula. “Parte importante do País na qual me incluo, não consegue ver justiça, muito menos equilíbrio em um providência tão amarga, enquanto remanescem intocados notórios corruptos do PSDB.”

O pré-candidato do PSOL à Presidência, Guilherme Boulos, disse que os movimentos sociais não vão assistir “passivamente” à prisão (mais informações na página A11). Ele convocou a militância para se reunir em São Bernardo do Campo, cidade do petista. “Não vamos assistir passivamente, haverá resistência democrática.” Boulos e a pré-candidata do PCdoB, Manuela D’Ávila, foram a São Bernardo. Ela escreveu no Twitter: “Seguimos juntos, Lula!O Brasil vale a luta!”

Ex-petista, a pré-candidata à Presidência Marina Silva (Rede) classificou como “acontecimento triste” o pedido de prisão de Lula. Ela, no entanto, defendeu que as leis devem ser aplicadas “igualmente para todos”. / ISADORA PERON, PEDRO VENCESLAU, JULIA LINDNER E RENAN TRUFFI, IGOR GADELLHA e DAIENE CARDOSO

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.