Prazo de transição permitirá ajustes na reforma, diz Lula

'É preciso tempo para adotar políticas de compensação para Estados que tiverem prejuízos', diz presidente

LEONÊNCIO NOSSA, Agencia Estado

29 de fevereiro de 2008 | 17h16

O governo se comprometeu nesta sexta-feira, 29,  a avaliar pedido dos governadores do Nordeste para que sejam mantidos, nas negociações da proposta de reforma tributária entregue na quinta ao Congresso, os contratos de incentivo fiscal firmados entre Estados e empresas que estejam em andamento. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a definição de um prazo de transição permitirá que sejam feitos ajustes na reforma. "Estamos dando um período longo de transição. Isso pode ir a 2010, depois alguma coisa em 2014 e 2016", disse Lula após encontro com os governadores em Aracaju, Sergipe.   Veja também: Dê sua opinião sobre o projeto de reforma tributária Leia a íntegra da reforma tributária Veja a cartilha do governo que explica a reforma Veja os principais pontos da reforma tributária "É preciso termos tempo para adotar políticas de compensação para Estados que na prática tiverem prejuízos", afirmou. Em entrevista, o presidente disse que o governo vai se esforçar para evitar distorções e corrigir pontos da proposta. "O que queremos na política tributária é acabar com a guerra fiscal", disse. "Na teoria, parece tudo perfeito, mas na prática, na hora que começa a execução das políticas, é que percebemos as distorções."Lula disse que o encontro com os governadores o deixou mais otimista em relação à votação da proposta no Congresso. Porém, ele afirmou que os governadores precisam se esforçar para convencer suas bancadas a aprovar a reforma. "O que queremos é estabelecer uma certa justiça social, tanto na arrecadação, como na repartição, e diminuir as alíquotas. Temos 27 alíquotas. Nós queremos unificar para facilitar para todo mundo. Penso que (a negociação da reforma) pode ser vista como um pacto federativo da maior importância para o Brasil."

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