Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

PR volta a cobrar maior participação no governo Dilma

Presidente do partido participou de evento que homologou aliança com o PSDB nas eleições em São Paulo

Guilherme Waltenberg, Agência Estado

04 Junho 2012 | 17h18

SÃO PAULO - O presidente nacional do PR, senador Alfredo Nascimento (AM), voltou a cobrar maior participação de sua legenda no governo da presidente Dilma Rousseff. Em evento que homologou a aliança do PR ao PSDB do pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, José Serra, Nascimento disse: "Pelo tamanho da nossa bancada, deveríamos ter maior participação no governo."

Apesar da cobrança, Nascimento afirmou que a decisão de seu partido em apoiar a candidatura de José Serra em São Paulo, em detrimento do PT de Fernando Haddad, não prejudica a aliança com o governo da presidente Dilma Rousseff no plano federal. "Isso não impede que a nossa relação com o governo (Dilma) possa continuar. As decisões são regionais", argumentou.

Segundo o senador, o apoio de seu partido nas eleições municipais está condicionado a uma participação num eventual governo Serra em São Paulo. "Vamos participar da eleição para participar também do governo", disse.

Nascimento concordou com a declaração feita nesta segunda pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que "não haveria razão para ressentimentos" do PR com o PT. "Tenho o maior carinho pelo Lula e pela presidenta Dilma", contou.

O senador minimizou o escândalo que o levou a deixar o Ministério dos Transportes. "Eu estava no lugar errado, na hora errada. Fui surpreendido por esses acontecimentos. Não tenho reclamações a fazer, eu saí porque quis. A presidenta pediu que eu continuasse, mas eu não achei justo afastar uma pessoa que trabalhava comigo e eu continuar a investigar o ocorrido."

Nascimento foi indagado se, caso não tivesse saído do Ministério dos Transportes, o partido seria aliado do PT nas eleições municipais de outubro em São Paulo. "Não sei, depende das conversas que tivessem ocorrido aqui. Nossa coligação com o PT está apenas no plano nacional", tergiversou.

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