PR vai voltar ao governo até 15 de março, promete Ideli

O PR voltará ao governo e será recompensado com um ministério. Até o dia 15 de março a presidente Dilma Rousseff chamará os dirigentes do partido para comunicar se a sigla ficará à frente do Ministério dos Transportes ou se receberá uma outra pasta.

JOÃO DOMINGOS, Agência Estado

16 de fevereiro de 2012 | 10h31

Caso a presidente decida pelos Transportes, Paulo Sérgio Passos, o atual ministro, será afastado do cargo para dar lugar a um nome que o partido indique. Se Dilma optar por outra pasta, Passos poderá ser preservado, pois a presidente gosta dele.

Embora Passos seja filiado ao PR, o partido não o considera um ministro seu. Jamais o indicou e o tem até na cota de "traidor". Na faxina feita no setor, a partir de julho - que resultou na queda do então ministro Alfredo Nascimento (presidente do PR) -, Passos teve um comportamento que os integrantes da legenda não perdoam: assistiu a tudo passivamente e ainda aceitou o cargo.

O convite para que o PR volte ao governo com um ministério que possa considerar seu foi feito pela ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) na última terça-feira, em reunião com os líderes do partido no Senado, Blairo Maggi (MT), e na Câmara, Lincoln Portela (MG).

Ideli disse que falava em nome da presidente. E, para dar maior poder à sua palavra, informou aos dois líderes que até o dia 15 de março eles serão chamados por Dilma para serem comunicados se o governo entregará os Transportes ao partido ou se oferecerá outra pasta.

"A presidente Dilma precisa do apoio do PR. E sabe que o partido precisa ter o seu espaço no governo", disse Ideli aos dois líderes. Portela lembrou que se a pasta for entregue ao PR, o partido tem dois candidatos ao cargo, os deputado Luciano Castro (RR) e Milton Monti (SP). O PR tem 36 deputados e 8 senadores, um poder de voto que nenhum governo pode menosprezar.

Feridas

"As feridas (provocadas pela crise nos Transportes) já cicatrizaram", disse o líder Blairo Maggi ao jornal O Estado de S. Paulo. "Está na hora de deixarmos o que passou para trás e pensarmos no futuro." Ele disse que houve erros de parte a parte. Lembrou que ele mesmo foi convidado a ser ministro no lugar de Alfredo Nascimento, quando começou a faxina, mas não aceitou.

Ele disse que não aceitará um novo convite, pelos mesmos motivos por que recusou o outro. "Eu tenho empresas que fazem negócios com o governo. Embora esteja afastado da direção delas, não posso ficar de um lado do balcão sabendo que do outro há essas companhias." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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