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PR vai à Justiça para garantir vaga de Clodovil

PTC, partido pelo qual estilista se elegeu, também reivindica a cadeira

Moacir Assunção, O Estadao de S.Paulo

19 de março de 2009 | 00h00

O deputado Clodovil Hernandes, morto em virtude de um AVC fulminante, foi velado ontem na Assembleia Legislativa de São Paulo e enterrado no Cemitério do Morumbi. A disputa por seu espólio político começa ainda hoje: o PR, partido ao qual Clodovil estava filiado, deve entrar na Justiça Eleitoral para solicitar a vaga na Câmara, também reivindicada pelo PTC, legenda pela qual o deputado foi eleito.De acordo com informações obtidas pelo Estado, o PR usará na Justiça a tese de que, se Clodovil teve aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sua desfiliação do PTC e filiação ao PR, a vaga pertence ao partido. Hoje mesmo, o PR deve pedir liminar para a assegurar a vaga à legenda.Ciro Moura, presidente do PTC, que processou Clodovil por infidelidade partidária, foi expulso aos gritos do velório pela advogada do deputado, Maria Hebe Pereira de Queiroz. "Avisei que, se esse senhor despontasse, eu ia esquecer que era advogada, tinha educação e berço", esbravejou ela. Moura rebateu: "Ela desrespeitou o defunto ao gritar no velório." O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), que também passou pelo velório, afirmou que a política brasileira e a Casa perderam um grande polemista. "A polêmica também faz parte da democracia e Clodovil foi polêmico em todos os lugares por onde passou", afirmou.A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou ontem, por unanimidade, parecer favorável da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) a projeto de Clodovil. A proposta altera a Lei de Registros Públicos (Lei nº 6.015/73) para autorizar o enteado ou a enteada a adotar o nome de família do padrasto ou da madrasta. Pela proposta, o enteado ou a enteada poderá requerer ao juiz que autorize a averbação, no registro de nascimento, do nome de família de seu padrasto ou de sua madrasta, desde que com sua expressa concordância.Na justificação do projeto, Clodovil argumentou que, muitas vezes, a relação entre o enteado e seu padrasto é tão profunda quanto a que liga pai e filho.

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