PR reduz tom das reclamações contra o Planalto

Depois de reclamar em público da forma como foi conduzida pelo Palácio do Planalto a crise no Ministério dos Transportes, o PR decidiu amenizar o tom das reclamações e vai esperar o momento certo para apresentar suas reivindicações ao governo. Considerando como fato consumado a efetivação de Paulo Sérgio Passos como novo ministro, o partido decidiu apoiá-lo e já enviou representantes para manifestar a ele essa posição.

EDUARDO BRESCIANI, Agência Estado

13 de julho de 2011 | 17h04

Na manhã de hoje, o líder do PR na Câmara, deputado Lincoln Portela (MG), e o vice-líder do governo na Casa, deputado Luciano Castro (RR), fizeram uma "romaria da paz" pela Esplanada. Eles disseram a Passos, no encontro realizado no Ministério, que o PR daria respaldo à sua atuação na pasta. Em seguida, foram ao Planalto comunicar à ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) que o partido não pretende brigar por cargos no momento.

Os negociadores do PR deixaram claro para Ideli que esperam ser chamados pelo Planalto para discutir as indicações para funções subordinadas ao ministério, como a direção-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e presidência da Valec, estatal responsável pela malha ferroviária.

A estratégia de adiar os pleitos pode facilitar uma eventual permanência de Luiz Antonio Pagot à frente do Dnit. Ele agradou os aliados em seus depoimentos no Congresso por não ter feito ataques ao governo. Afastado por ordem da presidente Dilma, Pagot insiste que está "apenas" em férias. Alguns aliados defendem que ele continue no cargo, mas o PR aceita uma substituição desde que participe da escolha do novo diretor-geral do órgão.

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