PR quer Ministério dos Transportes e relatoria da reforma tributária

'Queremos continuar e até ampliar nossa participação', declarou o presidente da legenda

Andrea Jubé Vianna, de O Estado de S.Paulo,

10 de novembro de 2010 | 12h20

BRASÍLIA - Lideranças do PR reivindicaram nesta manhã ao presidente do PT e coordenador político do governo de transição, José Eduardo Dutra, a manutenção do partido no comando do Ministério dos Transportes. Também pleitearam o apoio da base aliada para que o líder do PR, deputado Sandro Mabel (GO), seja mantido no posto de relator da reforma tributária na Câmara, a ser impulsionada pelo governo Dilma.

 

"Queremos continuar e até ampliar nossa participação no governo", declarou o presidente do PR, senador Alfredo Nascimento (AM), ao chegar na reunião com Dutra nesta manhã, na sede do diretório nacional do PT em Brasília. Nascimento tem o aval do partido para ser reconduzido à pasta dos Transportes, caso seja essa a decisão da presidente eleita. "Mexer em time que está ganhando é complicado", endossa o líder do PR no Senado, João Ribeiro (TO), defendendo a gestão do partido no comando da pasta.

 

Na terça-feira, 9, Sandro Mabel participou de uma reunião reservada conduzida pelo líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), em que lideranças dos partidos aliados na Câmara - PR, PMDB, PP e PTB - concordaram com a proposta do vice-presidente eleito e presidente do PMDB, Michel Temer, de manterem os atuais espaços ocupados na Esplanada dos Ministérios.

 

Neste caso, o PR se contentaria em preservar a pasta dos Transportes - também cobiçada pelo PMDB - que receberá vultosos recursos do Orçamento da União por causa das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), incluindo projetos para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. O orçamento atual da pasta para obras é de R$ 16,4 bilhões. Em contrapartida, preservando-se a pasta dos Transportes com o PR, o PMDB permaneceria no controle do Ministério da Agricultura, atualmente comandado pelo peemedebista Wagner Rossi, da cota pessoal de Temer.

 

Circularam rumores de que o posto seria cobiçado pelo PR para emplacar o ex-governador do Mato Grosso Blairo Maggi, recém-eleito senador. Mas a avaliação é de que Maggi já teria sido contemplado na divisão de espaços com a indicação de Luiz Antonio Pagot para a diretoria-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), ligado ao ministério.

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