PR pode voltar à base aliada do governo, diz líder do partido

Sigla se afastou do Planalto após crise instalada no Ministério dos Transportes

Rafael Moraes Moura e Tânia Monteiro, da Agência Estado

14 de fevereiro de 2012 | 20h06

BRASÍLIA - O líder do PR na Câmara, deputado Lincoln Portela (MG), disse que vai consultar as bases de seu partido para definir se a sigla volta a integrar o governo da presidente Dilma Rousseff. Portela e o líder do PR no Senado, Blairo Maggi (MT), encontraram-se com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, para retomar a discussão.

 

"O governo nos quer oficialmente de volta à base aliada. Iniciamos agora oficialmente conversações sobre esse assunto, vamos conversar com o partido. Eu sou mineiro e, como bom mineiro, gostamos de conversar", afirmou o deputado à imprensa, ao deixar o gabinete de Ideli. "O governo vem nos chamando para voltar há bastante tempo, desde que saímos, o governo não se contentou com isso e pediu nosso retorno."

 

O PR deixou a base do governo após a crise instalada com a saída do presidente nacional do partido, Alfredo Nascimento, do Ministério dos Transportes, devido a denúncias de irregularidade. O partido não compareceu hoje à primeira reunião do conselho político do governo neste ano.

 

De acordo com Portela, não há pendência ou condições para o partido retornar à base de Dilma. "O PR não está atrás de ministérios. Não houve nenhuma conversa em relação a ministério, nenhuma proposta, nenhuma colocação de nomes, nenhuma proposta de mudança, nem oferecimento de outros ministérios ou outros cargos", garantiu.

 

Questionado se o partido se considerava representado no governo, Portela respondeu que o PR não foi defenestrado do Ministério dos Transportes. "Isso é um grande equívoco. A presidenta Dilma convidou o senador Blairo Maggi, então não houve defenestração. O convite veio ao Paulo Sérgio Passos, que já era ligado ao partido, mas naquele momento nós não nos sentimos contemplados e não quisemos conversar muito em cima desse assunto", comentou.

 

Para o deputado, não há ressentimentos com o Palácio do Planalto. "Na vida pública, não há feridas. Há experiência. Ganhamos experiência, o governo ganhou experiência. Nós prosseguimos nossa vida sem nenhuma mágoa, sem nenhum ressentimento", disse.

Tudo o que sabemos sobre:
PRbase aliadaDilmaLincoln Portela

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.