PR libera seus senadores para votar CPMF como quiserem

Bancada do partido -formada por 4 senadores- quer esperar CPMF para decidir se fica no bloco governista

Rosa Costa, do Estadão,

27 de novembro de 2007 | 16h42

O líder do PR no Senado, senador João Ribeiro (TO), e o senador Expedito Júnior (PR-RO) informaram nesta terça-feira, 27,  que a bancada de quatro senadores do partido decidiu esperar a votação da emenda de prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para tomar uma decisão em relação à permanência ou não da bancada no Bloco da Maioria governista.  Eles disseram que não querem que a decisão da bancada fique atrelada à votação da CPMF. Por isso, os quatro senadores do PR foram liberados para votar contra ou a favor da emenda. Após a reunião desta terça dos quatro senadores do PR, João Ribeiro e Expedito Júnior foram comunicar o resultado ao ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que é filiado ao PR. Ribeiro e Expedito explicaram que a decisão de permanecer ou não no Bloco governista independe do resultado da votação da CPMF. PTB liberado, mas deixa bloco Por decisão unânime, a bancada do senado do PTB abandonou o bloco governista e liberou seus sete integrantes para votar como quiserem sobre a prorrogação da CPMF até 2011. A gota d'água para o rompimento, segundo alguns senadores, foi o afastamento de Mozarildo Cavalcanti (RR) da Comissão de Constituição e Justiça que examinou a questão da CPMF. Mozarildo tinha se declarado contra a prorrogação do imposto e foi substituido pela petista Ideli Salvati (SC). "A decisão de deixar o bloco é irreversível. Vamos ter independência da base. Não queremos ser tratados como partido de segunda categoria", disse Mozarildo. "Vamos ter vida própria, não vamos ter uma pessoa que retira e coloca integrantes nas comissões", acrescentou o líder do partido no Senado, Epitácio Cafeteira (MA). A saída do bloco governista não significa que o partido vá votar contra a CPMF, mas abala as contas do governo. A tendência é que dos sete, dois rejeitem a prorrogação: Mozarildo e Romeu Tuma (SP). Os senadores Gim Argello (DF) e João Vicente Claudino (PI) ainda não declararam os seus votos, e os demais são favoráveis.   

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