PR é a quarta sigla a se aliar ao PSDB na campanha paulistana

Serra minimiza críticas de que no partido aliado há um réu do mensalão e o ex-ministro dos Transportes de Dilma

Débora Álvares, O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2012 | 03h36

Enquanto soa o sinal de alerta na pré-campanha de Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São Paulo, que vem enfrentando dificuldades de costurar alianças, o PSDB comemora o apoio do PR, anunciado ontem. A sigla é a quarta a se juntar ao pré-candidato tucano José Serra, que já tem ao seu lado PSD, DEM e PV.

Para Serra, mais do que tempo de televisão e presença de vereadores na Câmara Municipal, o PR agrega à sua chapa o peso da bancada. "São vereadores que têm voto, isso é muito importante em uma eleição. Um dos vereadores foi presidente da Câmara durante quatro anos. Então, é uma bancada de peso."

Sobre as denúncias que atingiram a gestão do presidente nacional do PR, o senador Alfredo Nascimento, no Ministério dos Transportes, Serra destacou que "qualquer acusação, sobre qualquer pessoa, vai ser analisada e julgada na Justiça".

"Quando eu fui governador e quando eu fui prefeito a relação com o ministro Alfredo Nascimento foi absolutamente normal", disse Serra.

Questionado sobre a relação com um dos réus do mensalão, o deputado Valdemar Costa Neto (PR), o tucano minimizou e aproveitou para alfinetar o PT: "Se for proibido para partidos que têm pessoas que estão no processo (do mensalão), o PT não poderia nem disputar a eleição, porque ele que coordenou e comandou a organização desse chamado mensalão".

Autonomia. Onze meses após deixar a pasta dos Transportes, Nascimento assegurou que não ficaram mágoas em relação à presidente Dilma Rousseff ou que a saída do ministério tenha influenciado na decisão de apoiar Serra. "As regionais têm autonomia para decidir", disse. "Tenho o maior carinho pelo Lula, gosto da presidenta Dilma e não tenho nenhum ressentimento."

O presidente do PR disse que o partido quer participar ativamente da Prefeitura em uma eventual gestão tucana. "Quem participa de eleição tem que participar do governo. É assim que funciona", afirmou. / COLABOROU GUILHERME WALTENBERG

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