PR abre mão e Patrícia Saboya assumirá 4ª secretaria

Entendimento entre partidos evita disputa inédita da cadeira de quarto secretário pelo voto em plenário

CHRISTIANE SAMARCO, Agencia Estado

04 de fevereiro de 2009 | 12h56

A briga de poder entre o PDT e o PR pela quarta secretaria da Mesa Diretora do Senado acabou. Para evitar uma disputa inédita da cadeira de quarto secretário pelo voto em plenário, os dois partidos chegaram a um entendimento. O PR do senador César Borges (BA), que tinha o apoio do grupo do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e do líder peemedebista Renan Calheiros (AL), para ocupar o cargo, abriu mão para o PDT. Na sessão  desta quarta-feira, 4, o plenário vai aprovar o nome da senadora Patrícia Saboya (CE) para a quarta secretaria, fechando assim o último cargo de titular ainda pendente de definição.   Veja também: A sucessão dos presidentes do Senado   Perfil: conheça o senador José SarneyVeja quem são os membros da Mesa Diretora da CâmaraPerfil: Conheça Michel Temer "Vitória de Sarney levou votos do PSDB e dá poder a Renan ", diz analistaEleição no Senado é a despedida de Sarney, diz professor da UFMGGaleria de fotos do novo presidente do SenadoGaleria de fotos do novo presidente da Câmara  Blog: acompanhe os principais momentos das eleições na Câmara e no Senado "Achavam que nós íamos tocar fogo em Roma. Mas o estado de espírito é de paz", disse o líder Renan Calheiros. Segundo ele, tanto o PMDB como o DEM, seu principal aliado na eleição de Sarney, estão dispostos a fazer o papel de moderador para evitar que os conflitos sejam decididos no voto. "O entendimento é sempre a melhor saída", completou.Na terça-feira, o plenário elegeu, por acordo, o primeiro e o segundo vice-presidentes e os outros três secretários da Mesa. Para facilitar o entendimento, também havia ficado pendente ao assunto de duas suplências. Uma delas deverá ficar com César Borges.O líder do PDT, Osmar Dias (PR), que ontem discutiu com o vice-líder do PR, senador Expedito Júnior (RO), por conta da disputa, já foi informado pelo próprio colega que César Borges estava disposto a abrir mão do posto para evitar a briga em plenário. As presidências das comissões técnicas, que também estão gerando disputa, só deverão ser definidas na semana que vem.

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