PPS vai acionar Procuradoria sobre caso Francenildo

O PPS vai apresentar nesta segunda-feira representação criminal contra a quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costas. O pedido será feito na Procuradoria da República no Rio de Janeiro. O PPS quer a instauração de inquérito criminal para apurar o suposto crime. Na representação, o partido vai questionar o porquê de a Polícia Federal ter pedido o cartão bancário de caseiro da mansão da "República de Ribeirão Preto" quando ele esteve no órgão para depor."É forçoso reconhecer que, além da Caixa Econômica Federal e do Banco Central, o Departamento de Polícia Federal também teve acesso às informações bancárias do senhor Francenildo", afirma o texto da representação do PPS.O documento destaca que depois de detalhes das movimentações da sua poupança da Caixa foram dados à revista "Época", Francenildo está sendo obrigado a abrir detalhes de sua vida como se fosse acusado, apesar de ser testemunha. O caseiro teve que revelar que é filho ilegítimo de um empresário do Piauí."Estamos ou não em um estado de direito? Como é que uma instituição financeira do governo, como a Caixa, e quem sabe o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), ambos subordinados ao ministro que é alvo do desmentido de Francenildo, quebram sorrateiramente o sigilo bancário de um trabalhador e repassam toda a sua movimentação bancária à imprensa? A intenção óbvia é desqualificar um homem que desmentiu o ministro Palocci", criticou o presidente do PPS, deputado Roberto Freire.A direção da Caixa passou o final de semana sem dar explicações sobre a quebra do sigilo bancário e não demonstrou pressa em desvendar o caso. A assessoria do banco informou que a instituição não tinha tomado conhecimento oficial sobre o vazamento do sigilo bancário do caseiro. Segundo a assessoria, se for constatada qualquer irregularidade, será aberta investigação.

Agencia Estado,

20 de março de 2006 | 00h54

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