PPS repreende senadores que não votaram mínimo de R$ 275

O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (PE), criticou hoje, no plenário da Câmara, a declaração do ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, de que "o Exército Vermelho, antes de derrotar o nazismo, também sofreu derrotas", ao referir-se à derrota do governo na votação de ontem do salário mínimo no Senado. "Não se trata, aqui, de vitória do Exército Vermelho, até porque o episódio da participação da URSS na II Guerra Mundial é uma das páginas gloriosas da humanidade", disse Freire. "Não me parece que o governo, ao querer manter R$ 260,00 de salário mínimo, exiba ou tenha algo de glorioso?, afirmou.O deputado recomendou a Aldo Rebelo que ficasse com metáforas futebolísticas, que "causam menos mal-estar e provocam menos enjôos". Também hoje, por meio de carta, Freire repreendeu os senadores Mozarildo Cavalcanti (RR) e Patricia Saboya (CE), ambos do PPS, por terem votado ontem contra a proposta do salário mínimo de R$ 275, preferindo seguir orientação do governo. "Entre a pedagogia programática partidária e o jogo conjuntural do governo em torno de uma proposta política e economicamente equivocada, infelizmente a bancada preferiu ficar com a segunda opção", afirma Freire, na carta. O deputado lembrou aos senadores que o partido definiu posição contrária ao salário mínimo de R$ 260 proposto pelo governo. Na terça-feira passada, a Executiva do PPS aprovou resolução pela qual os líderes do partido deveriam encaminhar a posição partidária quando ela fosse expressa. Ainda pela resolução, os parlamentares podem votar contra a posição do partido, quando não houver fechamento de questão, mas devem tornar pública a posição oficial.

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