PPS-PR quer que filiados expliquem atuação na eleição

O diretório regional do PPS no Paraná informou hoje ter enviado 379 notificações para presidentes de diretórios, coordenadores regionais e filiados com cargos eletivos pedindo explicações sobre a atuação deles durante a campanha eleitoral deste ano. Os que receberem a notificação têm 15 dias para apresentar defesa, que será analisada pela coordenação eleitoral e pelo Conselho de Ética estadual. No Estado, o PPS coligou-se com o PSDB, que tinha o governador Beto Richa como candidato.

EVANDRO FADEL, Agência Estado

06 de janeiro de 2011 | 18h19

De acordo com o secretário-geral do partido, Rubico Camargo, o prazo não será prorrogado, pois o PPS pretende "reestruturar-se em todo o Estado com bases mais consistentes, do ponto de vista da fidelidade partidária, para as eleições municipais de 2012".

O presidente do Conselho de Ética, Ivo de Lima, acentuou que, caso haja suspeitas de infidelidade, um relator será designado para apresentar parecer. Possível pedido de expulsão será encaminhado ao diretório estadual, a quem cabe a decisão.

Foram enviadas 141 notificações para que presidentes de diretórios municipais expliquem porque o PPS conseguiu menos de 30% de votos para deputado em 2010, se comparado com a soma dos votos de vereadores em 2008.

Outros 48 presidentes devem explicar a diferença mínima de 50% na votação entre deputado estadual e federal em seus municípios e 28 coordenadores regionais do partido deverão responder questionamentos sobre fatos que podem configurar infidelidade em municípios de sua jurisdição. Além disso, 162 notificações foram enviadas a prefeitos, vice-prefeitos e vereadores pedindo explicações sobre suas atuações.

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