Werther Santana/AE
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PPS pede que CPI do Cachoeira convoque Russomanno

Partido quer saber qual a ligação do candidato do PRB com Carlinhos Cachoeira

Ricardo Brito, da Agência Estado

31 de julho de 2012 | 19h11

O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), apresentou nesta terça-feira, 31, um requerimento para convocar para depor na CPI do Cachoeira o ex-deputado e candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno. O partido quer saber qual a ligação de Russomanno com o grupo do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O candidato tem aparecido nas pesquisas de intenção de voto para a prefeitura da capital em segundo lugar.

Reportagem publicada nesta terça-feira pelo jornal Correio Braziliense revela que, segundo relatório feito pela Polícia Federal enviado à CPI, Russomanno é citado como suposto detentor de R$ 7 milhões em uma conta no exterior operada pela organização de Cachoeira.

No relatório, a PF aponta uma série de conversas telefônicas sobre o dinheiro que pertenceria ao candidato. Alex Antonio Trindade, tido pela PF como responsável por fazer remessas ilegais ao exterior supostamente para o grupo, afirmou a um interlocutor identificado apenas como Fábio que ele tinha um contrato assinado com Russomanno para operar para ele. E que sabia ainda que o montante em questão estava disponível, sendo R$ 4 milhões em um cofre e os outros R$ 3 milhões na conta, prontos para "serem transferidos".

O documento da PF, de 130 páginas a que o Grupo Estado teve acesso, lista várias conversas entre Alex, Fábio e Gleyb Ferreira da Cruz, um dos principais comparsas de Cachoeira. O relatório indica que o trio realizaria operações conhecidas no mercado de câmbio de dólar-cabo.

Usadas para fugir do controle das autoridades monetárias e vez por outra suspeitas de lavagem de dinheiro, as transações são realizadas da seguinte forma: uma pessoa que deseja enviar dinheiro para o exterior se vale de um doleiro que, a taxa pré-fixada entre as partes pelo serviço, repassa a quantia para uma conta lá fora ou mesmo faz a entrega em espécie.

"É uma acusação grave, na medida em que é um relatório da PF com base em escutas telefônicas", afirmou o líder do PPS. Segundo Bueno, é preciso que Russomanno esclareça "o mais rápido possível" sua relação com os envolvidos. Segundo Bueno, "ajuda e contribui" a disposição de Russomanno de oferecer os sigilos do candidato nos últimos 18 anos. Para ele, mostra disposição do candidato em esclarecer.

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