PPS, PDT e PTB discutem frente de apoio a Ciro

As executivas nacionais do PPS, do PDT e do PTB encontram-se no dia 21, em Brasília, para articular a formação de uma frente nacional de apoio à candidatura presidencial do ex-ministro Ciro Gomes. Os presidentes dos três partidos ? senador Roberto Freire (PE), do PPS, Leonel Brizola, do PDT, e deputado José Carlos Martinez (PR), do PTB -, pretendem ainda marcar um encontro nacional conjunto dos seus diretórios para o dia 18 de março.A partir desta data, segundo Roberto Freire, os três partidos trabalhariam nos Estados para fazer coligações que repetissem a aliança nacional, intitulada de ?frente trabalhista?. Para tanto, os três partidos vão abrir mão de candidaturas próprias em Estados importantes, como o Rio Grande do Sul.Brizola retirou o veto à candidatura a governador de Antonio Britto, do PPS, para possibilitar o acordo. Ciro Gomes disse nesta quarta-feira que, com a construção da aliança trabalhista, poderá vencer a eleição de outubro. ?É a forma de enfrentar o grupo que, associado ao grande capital nacional e estrangeiro, domina hoje o poder no Brasil."Mas Ciro vem caindo nas pesquisas de intenção de votos divulgadas nos últimos meses. Já ocupou o segundo lugar, com cerca de 15%. Agora, mal tem conseguido sustentar-se em torno de 7%. Caso a aliança do PPS com o PTB e o PDT seja mesmo fechada, Ciro Gomes deve ganhar muito mais espaço nos programas de rádio e televisão.Além de cerca de 6 minutos a mais no programa do candidato, haverá espaço também nos horários eleitorais do seu próprio partido, o PPS, de cerca de 2 minutos, e nos de 20 minutos do PDT e do PTB, todos com exibição marcada para depois de maio. Ciro terá ainda espaço nas inserções de 30 segundos a que têm direito todos os partidos.Quando Leonel Brizola decidiu apressar o acordo com o PTB e com o PPS, ele ofereceu a Ciro justamente o maior tempo de exposição nos programas do rádio e da televisão. Só para se ter uma idéia da importância do tempo de propaganda no rádio e na televisão, na eleição presidencial de 1998 Ciro Gomes teve cerca de 2 minutos por dia. Na sua avaliação, se tivesse um pouco mais de tempo, teria ultrapassado os quase 11% de votação que obteve na eleição que reelegeu o presidente Fernando Henrique Cardoso.

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