PPS irá à justiça contra Lula por campanha antecipada

Presidente afirmou que o eleitor 'não pode votar em alguém que não dê continuidade' a seu governo

Carol Pires, da Agência Estado,

11 de setembro de 2009 | 18h35

O PPS entrará com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na próxima semana contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na avaliação do partido, expressa em nota divulgada nesta sexta-feira, 11, o presidente fez campanha eleitoral antecipada durante evento no Ceará na última quinta-feira, 10.

 

Conforme a nota do PPS, na ocasião, Lula disse: "Você (eleitor) não pode arriscar e votar em alguém que não dê continuidade às coisas que estão sendo feitas neste País". "Não posso falar muito porque a TV grava e a Justiça Eleitoral me pega", comentou o presidente, que era acompanhado no palanque do deputado federal Ciro Gomes, presidenciável pelo PSB.

 

De acordo com a nota do partido, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, disse que Lula, "não satisfeito em desrespeitar a lei, assumiu até um tom debochado com a própria Justiça Eleitoral, ao dizer que não podia falar muito (pedindo voto para o candidato da base aliada) porque seria pego". O PPS informou ainda, na nota, que também pedirá ressarcimento do dinheiro gasto com o evento em Fortaleza.

 

"O bicho vai pegar"

 

O conselho que Lula deu aos eleitores de não arriscarem com seus votos, foi dado nesta quinta-feira, 10, em visita que fez às obras de construção do residencial Patativa do Assaré, no bairro Granja Lisboa. O presidente foi ao evento acompanhado do deputado federal Ciro Gomes (PSB) e do governador do Ceará, Cid Gomes. No local estão sendo construídas 576 unidades habitacionais que receberão parte das famílias que atualmente residem em áreas de risco às margens do Rio Maranguapinho.

 

Além do comentário que agora está gerando a ação do PPS na Justiça, Lula fez uma previsão que o pleito do ano que vem será acirrado: "O bicho vai pegar". O tema eleição continuou sendo abordado, com a crítica de Lula a governantes que chegam ao cargo fazendo discurso para pobre na campanha. "Chegam as eleições, você não vê ninguém falando mal de pobre. Pobre é a figura mais importante durante as eleições e depois é a mais incômoda", afirmou.

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