PPS e PMN se unem para formar o Mobilização Democrática

Siglas vão referendar novo partido nesta tarde, antes da votação de projeto que restringe acesso de futuras siglas a tempo de TV e a recursos do Fundo Partidário

João Domingos, de O Estado de S.Paulo

17 Abril 2013 | 12h29

O PPS aprovou nesta quarta-feira, 17, em congresso extraordinário sua fusão com o PMN. O novo partido deverá se chamar Mobilização Democrática (MD) e será referendado nesta tarde, também em congresso extraordinário das duas siglas. O novo partido fará oposição ao governo federal.

A tendência é que a Mobilização Democrática se junte às forças que vão dar sustentação à candidatura do governador pernambucano Eduardo Campos (PSB), se este decidir disputar a sucessão da presidente Dilma Rousseff em 2014. A nova legenda soma 13 deputados federais, 58 estaduais, 147 prefeitos e 2.527 vereadores. Em todo o Brasil são 683.420 filiados.

As reuniões decisivas dos dois partidos foram feitas às pressas, para que a nova legenda possa ser registrada antes da votação, pelo Congresso Nacional, de projeto de lei que retira das agremiações que surgirem o tempo de TV e o Fundo Partidário.

O presidente do MD será o deputado Roberto Freire (SP), presidente do PPS. O secretário-geral será o deputado Rubens Bueno (PR), líder do PPS na Câmara. O PMN indicará o tesoureiro.

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