PPS e PMN formalizam criação do Mobilização Democrática

Partidos realizaram congressos às pressas para aprovar fusão; nova sigla será de oposição ao governo Dilma

João Domingos, de O Estado de S.Paulo

17 Abril 2013 | 15h06

Brasília - Está criado o MD (Mobilização Democrática), partido que surgiu hoje da fusão do PPS e do PMN. Para a formação da nova legenda, PPS e PMN realizaram às pressas congressos extraordinários para aprovar a fusão. Em seguida, fizeram um congresso conjunto, nesta tarde, e sacramentaram o novo partido.

 

A pressa ocorreu porque o Congresso está votando projeto de lei do deputado Edinho Araújo (PMDB-SP) que tira dos novos partidos o acesso ao fundo partidário e ao tempo de TV.

 

A nova legenda fará oposição ao governo federal. A tendência é que se junte às forças que vão dar sustentação à candidatura do governador Eduardo Campos (PSB), se este decidir mesmo disputar a sucessão da presidente Dilma Rousseff.

 

O MD soma 13 deputados federais, 58 estaduais, 147 prefeitos e 2.527 vereadores. Em todo o Brasil são 683.420 filiados. O presidente do MD será o deputado Roberto Freire (SP), presidente do PPS. O secretário-geral será o deputado Rubens Bueno (PR), que será o líder do novo partido na Câmara. O PMN indicará o tesoureiro.

 

De acordo com a decisão do novo partido, o diretório nacional será formado por 40% de integrantes do ex-PPS, 40% do ex-PMN e 20% para novos integrantes. Espera-se a adesão de parlamentares do PSDB, PSD e PSC. Ao todo, o cálculo é de que o partido chegará a 20 deputados.

 

Ficou decidido ainda que cada dirigente terá mandato de dois anos, com possibilidade de uma reeleição.

 

 

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