PPS deve formalizar ação contra proibição de Twitter em pré-campanha

Presidente do partido, Roberto Freire, reiterou intenção de questionar decisão do TSE de permitir uso de site só depois da campanha oficial

Agência Estado

19 de março de 2012 | 12h57

O presidente do Partido Popular Socialista (PPS), Roberto Freire, reiterou nesta segunda-feira, 19, em seu perfil no Twitter, que a sigla entrará com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de proibir o uso do site para a promoção de campanha dos pré-candidatos antes do início da campanha eleitoral, no dia 6 de julho. Segundo Freire, a ação será enviada ainda nesta segunda ao Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Para o presidente nacional do PPS, a decisão viola o direito de livre pensamento previsto na Constituição. Ele classificou a decisão de "equivocada" e espera que o STF derrube a medida. Roberto Freire já havia dito, também na rede de micro blogs, que a ditadura iraniana tentou proibir twitter depois das eleições fraudadas. "Nossa democracia quer proibir antes!", ironizou.

 

A decisão do TSE em proibir o uso do Twitter antes do início oficial da campanha municipal deste ano é resultado do julgamento do caso envolvendo o ex-deputado federal Índio da Costa (PSD), que foi multado em R$ 5 mil na campanha presidencial de 2010, em razão da divulgação de mensagem na rede social, pedindo votos para o então presidenciável tucano José Serra, do qual era vice.

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