PPS defende manutenção de superávit

Ao contrário do PT e do PFL, o PPS não apoia a redução do superávit primário das contas do governo, previsto no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2002. "Seria dar um sinal trocado sobre o momento para o mercado", afirmou o líder do PPS, senador Paulo Hartung (ES), para quem esse tipo de pressão dos partidos oposicionistas seria inoportuna, uma vez que o País passa por crises nos setores de energia e do câmbio, além dos reflexos advindos com os problemas da Argentina. A discussão sobre a redução do superávit de R$ 31 bilhões será o ponto central do encontro que os líderes dos partidos de oposição na Câmara e Senado realizam amanhã na residência do senador Paulo Hartung. Os deputados de oposição estão dispostos a obstruir a votação da LDO, caso não consigam um acordo nesse sentido. "Não é uma coisa razoável, já que quem está propondo o superávit é o governo", emendou Hartung, deixando claro que, nesse ponto, o PPS não comunga com a tese dos demais partidos de oposição. Na reunião de amanhã, os oposicionistas devem também definir os procedimentos sobre a situação do presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), que vem sendo alvo constante de denúncias na mídia. "É preciso decidir o que o Senado pode fazer na prática e evitar posições dispersas", alertou o líder do PPS.Nos últimos dias, parlamentares do PT e também do PFL têm defendido que o governo abandone as metas de manutenção do superávit primário nas contas públicas e gaste mais em 2002 em investimentos em infra-estrutura.

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