PPS busca aliança com Brizola para 2002

Em busca de viabilizar eleitoralmente sua candidatura à presidência da República nas eleições de 2002, o ex-ministro Ciro Gomes, do PPS, afirmou neste sábado que o próximo passo do partido é tentar fechar uma aliança com o PDT do ex-governador Leonel Brizola.A declaração de Ciro Gomes foi dada momentos depois de receber neste sábado o apoio formal do PTB à sua candidatura. Com a coligação com os petebistas, Ciro Gomes terá mais tempo no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão.Segundo Ciro, as conversas com Brizola para uma eventual aliança em torno de sua candidatura estão adiantadas. "Gostaria de unir toda a oposição, mas sei que é difícil", observou. "E se não posso ter todos, espero ter o trabalhismo brasileiro com a vinda do PDT, depois de ter o PTB", completou Ciro.O presidente nacional do PPS, senador Roberto Freire (PE), confirmou que o partido está conversando com Brizola sobre uma eventual coligação com o PDT, nas eleições de 2002.E diante de tantas promessas de apoio, a cúpula do PPS nega-se a garantir que o candidato à vice-presidente na chapa encabeçada por Ciro Gomes será do PTB. "Não vamos ficar restritos à aliança com o PTB, e o tempo é que irá dizer de qual partido sairá o candidato a vice", argumentou Freire.Já os petebistas estão confiantes de que vão indicar o candidato à vice, uma vez que saíram na frente formalizando a aliança em torno de Ciro Gomes.Em convenção nacional, os dirigentes do PTB lançaram neste sábado uma moção de apoio à candidatura de Ciro Gomes. Deixaram claro, no entanto, que continuarão a apoiar o governo Fernando Henrique Cardoso, mesmo depois de terem desfeito o bloco com o PSDB."Não vamos ser oposição, e o PTB permanecerá apoiando determinados projetos do governo", afirmou o deputado José Carlos Martinez (PR), reeleito neste sábado para a presidência nacional do PTB.Em entrevista antes do início da convenção do PTB, Ciro Gomes garantiu que, caso eleito presidente da República, honrará todos os compromissos da dívida externa brasileira e manterá a estabilidade fiscal e monetária do Real. "Nada de calote; nada de rompimento de contratos", assegurou.Mas o candidato do PPS fez previsões pessimistas sobre os rumos da economia brasileira. Afirmou que o Brasil não conseguirá fechar este ano seu balanço de pagamentos e que a partir de julho a inflação vai subir. "O dólar está subindo e vai subir mais, assim como a inflação, e o governo vai de novo bater na porta do Fundo Monetário Internacional para fechar suas contas", sentenciou Ciro Gomes.

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