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PPS aceita negociar apoio a Serra se tucanos derem vaga de vice a Soninha

Presidente do partido admite conversar com o PSDB, mas oferta de vaga na chapa é improvável

Bruno Boghossian, do estadão.com.br

11 de abril de 2012 | 17h19

O presidente nacional do PPS, o deputado Roberto Freire, disse que só aceita negociar um apoio de seu partido a José Serra (PSDB) nas eleições para a Prefeitura de São Paulo se os tucanos oferecerem a vaga de vice na chapa à candidata da sigla, Soninha Francine. Foi a primeira vez que ele admitiu conversar com o PSDB sobre um possível apoio a Serra - de quem é amigo e aliado.

 

"A única hipótese de nos unirmos antes de um eventual 2.º turno é que o PSDB ofereça a vaga de vice para a Soninha", disse Freire ao estadão.com.br. "Não pode haver conversas para simplesmente retirarmos nossa candidatura e apoiá-los. Se eles disserem que podemos ter a vice, aí discutimos. Não digo que a Soninha e o partido necessariamente aceitem."

 

A hipótese de o PSDB oferecer a vaga de vice de Serra ao PPS é remota. Atualmente, o PSD e o DEM disputam o espaço - além dos próprios tucanos, caso o partido opte por uma chapa puro sangue. Os favoritos são o ex-secretário municipal de Educação Alexandre Schneider (PSD); o secretário estadual de Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia (DEM); além de Andrea Matarazzo e Bruno Covas (PSDB).

 

Soninha adianta que recusará a oferta, caso a receba. "Se o PPS quiser discutir se vai indicar o vice do Serra, o partido pode indicar alguém, mas não eu", disse. "Eu quero ser prefeita, mas também quero disputar a eleição para a Prefeitura. Eu tenho prazer em disputar para participar de discussões de verdade sobre a cidade."

 

Freire e Soninha afirmam que não receberam nenhuma proposta do PSDB sobre a possibilidade de o PPS ocupar a vaga de vice de Serra. Eles dizem apenas que alguns correligionários de Serra "brincaram" sobre o assunto. "Nenhum tucano de alta plumagem", afirmou Freire.

 

Para o presidente do partido, o PPS deve aderir à candidatura de Serra caso a disputa vá para o 2.º turno. O tucano sondou o PPS sobre uma possível aliança no fim de fevereiro, antes mesmo de decidir disputar a prévia do PSDB para a Prefeitura de São Paulo

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