PP oficializa Ana Amélia ao governo do RS, mas Aécio na campanha é dúvida

Diretório estadual da legenda contraria decisão da convenção nacional de apoiar Dilma Rousseff

GABRIELA LARA, Agência Estado

27 Junho 2014 | 20h33

Porto Alegre - A senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) foi oficializada nesta sexta-feira, 27, como candidata ao governo do Rio Grande do Sul na coligação que também tem o PSDB, o Solidariedade e o PRB. A convenção estadual do PP reuniu, na Assembleia Legislativa do Estado, centenas de correligionários e representantes das legendas aliadas, entre eles o candidato a vice-governador, Cassiá Carpes (SDD). Mais cedo, a senadora esteve nas convenções estaduais do PSDB e do Solidariedade, realizadas também na capital gaúcha.

Em todos os locais por onde passou, Ana Amélia fez discursos destacando a "esperança", que será o lema de sua campanha, e falou da importância de fazer uma campanha municipalizada, com a força de todas as regiões do Rio Grande do Sul. Também lembrou a festa em Porto Alegre que marcou o lançamento de seu nome como pré-candidata, há cerca de um mês, e que teve a presença do tucano Aécio Neves. 

Apesar de Ana Amélia reafirmar e exaltar o apoio ao candidato do PSDB à Presidência da República, a participação direta de Aécio na campanha da gaúcha está em risco. Nesta manhã, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou o pedido de liminar para suspender a decisão do Partido Progressista que aprovou, na quarta-feira, 25, o apoio da legenda à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Os diretórios do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais, que defendem a neutralidade do PP na disputa presidencial, haviam recorrido ao TSE na tentativa de sustar os efeitos da decisão do partido de se aliar ao PT no âmbito nacional. 

Ana Amélia reconheceu que, sem a neutralidade, será mais complicado que os Estados tenham o direito de usar a imagem dos candidatos que apoiam em suas propagandas de campanha. "Vamos ter que respeitar a lei. É uma situação que também vive o PMDB, porque o diretório nacional apoia a Dilma e aqui eles apoiam o Eduardo Campos (PSB). Nós estamos na mesma situação, e talvez possamos discutir em conjunto o que fazer", disse em evento em Porto Alegre pela manhã. 

Senado. A convenção estadual do PP serviu para confirmar o deputado estadual Cassiá Carpes (SDD) como vice na chapa majoritária e também para acabar com o suspense em torno do nome do candidato ao Senado. Como o PSDB não conseguiu chegar a um consenso sobre o nome que concorreria, Ana Amélia acabou indicando a empresária Simone Leite (PP), vice-presidente da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul), que concorrerá a um cargo público pela primeira vez.

A vaga da chapa ao Senado é considerada "café com leite" nos bastidores do PP. O partido não tem a pretensão de ganhar esta disputa, tendo em vista as fortes candidaturas de Olívio Dutra (PT), Lasier Martins (PDT) e Beto Albuquerque (PSB). Os progressistas preferem se concentrar na corrida pelo Palácio Piratini, e por isso foi tão difícil convencer um nome que tem uma trajetória política consolidada a se aventurar na campanha pelo Senado. O deputado federal Nelson Marchezan Júnior (PSDB), por exemplo, negou o convite, com medo de perder seu eleitorado. Preferiu tentar novamente uma cadeira na Câmara.

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