PP define nomes que integrarão CPI da Petrobrás

Sigla é uma das mais envolvidas no esquema de desvios investigado pela Lava Jato e terá quatro parlamentares em comissão

Daniel Carvalho, O Estado de S. Paulo

25 Fevereiro 2015 | 18h08

Brasília - O PP definiu na tarde desta quarta-feira, 25, os nomes que vai indicar para compor a CPI que investigará o esquema de corrupção envolvendo a Petrobrás. O partido é um dos principais envolvidos no escândalo e foi o responsável por indicar Paulo Roberto Costa para o cargo de diretor de Abastecimento da Petrobrás, no qual foi responsável por receber propina para a sigla.  

Lázaro Botelho (TO), Cacá Leão (BA), Ricardo Barros (PR) e Sandes Júnior (GO) são os escolhidos do partido para integrar a CPI. Em sua delação, Costa citou 28 nomes de políticos envolvidos no esquema, sendo 10 do PP. Além disso, o responsável por estruturar o esquema de desvios na Petrobrás e ex-deputado federal José Janene, morto em 2010, pertencia a sigla. O próprio doleiro Alberto Youssef, um dos principais alvos da Lava Jato, tinha Janene como mentor, e passou a operar as propinas para o partido após a morte do parlamentar. 

Em dezembro, o Estado mostrou que o doleiro Alberto Youssef afirmou a investigadores da Operação Lava Jato que "só sobram dois no PP" ao reforçar o envolvimento de políticos do partido no esquema da Petrobrás. Youssef voltou a citar integrantes do partido em delação premiada aos procuradores da força-tarefa que apura crimes relacionados a negócios da estatal. 

O PP era o único partido que ainda não havia apresentando nomes para a comissão, composta por 27 deputados. Mais cedo, PPS e PSC indicaram seus nomes. O representante do PSC será o deputado André Moura (SE). A do PPS, Eliziane Gama (MA), única mulher titular na comissão.

O PMDB indicou Hugo Motta (PB) para presidir a comissão, que será instalada nesta quinta-feira, 26. O partido cedeu a relatoria para o PT, que indicou Luiz Sérgio (RJ), ex-ministro de Relações Institucionais do primeiro mandato do governo Dilma Rousseff. Luiz Sérgio foi o relator da CPI dos Cartões Corporativos e apresentou um relatório brando, sem pedidos de indiciamento.

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