PP agora flerta com PT e tende a deixar Serra

Às vésperas de anunciar uma aliança com o PSDB na eleição pela Prefeitura paulistana, o PP, do deputado Paulo Maluf, abriu negociações com o PT e tende agora a se aliar ao pré-candidato petista, Fernando Haddad.

Bruno Boghossian e Julia Duailibi

15 de junho de 2012 | 03h00

Após pressão da direção do PT, que viu o PR migrar para a campanha do tucano José Serra há dez dias, o ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades) passou a atuar com a bancada federal para reverter o acordo com o PSDB, que havia sido costurado pelo governador Geraldo Alckmin e valia para as eleições de 2012 e 2014. Em troca do apoio, o PP comandaria secretarias no município e no Estado.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou nas negociações, que têm como contrapartida aumentar o espaço do PP no governo federal, com vagas em secretarias do ministério que não estão sob o comando da sigla. "Não queremos ser tratados como um partido secundário", afirmou Jesse Ribeiro, secretário-geral do PP paulista, sobre as negociações com o PSDB. Nesta semana, os tucanos identificaram mudança no quadro com o PP, depois de o partido postergar o anúncio da aliança.

O apoio do PP é importante para o PT, que precisa de tempo de TV no horário eleitoral para expor Haddad, ainda desconhecido do eleitor. Caso tenha o PP, Haddad terá 7min39s na TV, contra 6min38s de Serra.  

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