PP admite adiar votação sobre destino político de Maluf

O presidente de honra do PP, Paulo Maluf, já está em Brasília articulando junto a bancada do seu partido para evitar que a Executiva Nacional discuta a renúncia de sua candidatura à Prefeitura de São Paulo, na reunião de amanhã à tarde. Incomodados com as denúncias de corrupção e contas milionárias no Exterior, dirigentes nacionais do PP estudam uma forma de pressionar Maluf a renunciar sua candidatura para não "contaminar" a imagem do partido e prejudicar a campanha dos 2.800 candidatos do PP a prefeito em todo o País.O presidente do partido, deputado Pedro Corrêa (PE), disse que já recebeu dois pedidos de suspensão da filiação partidária, mas que diante da pressão de Maluf, as propostas não devem entrar em julgamento amanhã. Na verdade, nem mesmo os partidários da renúncia de Maluf querem que a Executiva dê a palavra final sobre a sua candidatura, na reunião de amanhã, porque ainda não articularam uma alternativa para o partido nas eleiçõpes municipais.Segundo o vice-presidente do PP, deputado Ricardo Barros (PR), a idéia é apresentar o pedido de suspensão da filiação de Maluf, mas adiar a votação até que se decida entre três alternativas: o lançamento da candidatura do deputado Celso Russomano à prefeitura de São Paulo, no lugar de Maluf, ou a composição com o PSDB, de José Serra, ou com o PMDB de Michel Temer, seja no primeiro ou no segundo turno da disputa municipal. "A Executiva não deve definir o destino de Maluf amanhã, porque não podemos criar um vazio político que prejudicaria muito o PP na eleição", disse Barros.

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