Postalis, dos Correios, nega negócios com supostos operadores do PMDB citados em delação de Delcídio

Comunicado refutou relação com Jorge Luz e Milton Lyra; segundo o senador, Lyra teria grande atividade junto a fundos de pensão como o Postalis, cuja direção havia sido indicada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros e pelo ex-ministro de Minas e Energia, Edison Lobão

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2016 | 19h14

BRASÍLIA - O Postalis, fundo de pensão dos funcionários dos Correios, negou há pouco, por meio de nota, que Jorge Luz e Milton Lyra, citados pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS) como “operadores” da bancada do PMDB no Senado junto a fundos de estatais, tenham qualquer relação com negócios da entidade.

De acordo com Delcídio, Lyra - chamado pelo delator de “homo brasiliensis” - teria grande atividade junto a fundos de pensão como o Postalis, cuja direção havia sido indicada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (AL) e pelo ex-ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (AM).

“Com relação aos nomes citados na delação feita pelo Senador Delcídio do Amaral, o Instituto não tem conhecimento de qualquer relação dessas pessoas em negócios do Postalis”, alegou a assessoria de imprensa do Postalis.

O fundo informou ainda que a atual Diretoria Executiva é composta por quatro membros indicados pelos Correios (patrocinador dos planos), conforme estabelecia o antigo Estatuto. Já o novo estatuto, vigente desde 17 de dezembro do ano passado, prevê uma Diretoria composta por dois membros eleitos pelos participantes e assistidos e dois de indicação dos Correios.“Este ano, teremos o processo eleitoral para escolha do primeiro representante dos participantes na Diretoria”, acrescenta a nota. “Todos os atuais diretores cumprem os requisitos técnicos exigidos pela legislação vigente. A nomeação desses executivos é, ainda, submetida à aprovação do Conselho Deliberativo”, conclui o Postalis. 

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