How Hwee Young/EFE
How Hwee Young/EFE

Bolsonaro: ‘Posso ser um presidente sem partido’

Em crise com PSL, presidente afirma que ‘tanto faz’ pertencer a uma sigla e que pretende ter entre ‘30 a 40 candidatos’ nas eleições municipais de 2020

Julia Lindner, enviada especial, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2019 | 00h09

PEQUIM – Em crise com o PSL e em negociação com outras legendas, o presidente Jair Bolsonaro disse que pode acabar ficando sem partido algum. “Eu posso ser um presidente sem partido”, afirmou ao deixar a China, nesta sexta-feira, 25. Após uma semana na Ásia, ele segue para Abu Dhabi, nos Emirados Árabes.

Segundo o presidente, “tanto faz” ele fazer parte de um partido ou não. Bolsonaro lembrou que aqueles que ocupam cargo de presidente, governador e senador podem mudar de sigla sem risco de perder o mandato.

Ele admitiu que tem intenção de apoiar candidatos para as eleições municipais do ano que vem, inclusive nas principais capitais, mas para isso exige mais controle e transparência no partido. Também aposta no seu índice de popularidade como um trunfo político. 

“Pretendo ter 30 a 40 candidatos pelo Brasil, mas tenho que ter decisão sobre o partido. Não posso entrar e, quando chegar na convenção, eles me deixarem para trás porque têm maioria”, declarou.

Bolsonaro citou a divisão interna no PSL entre os seus apoiadores e parlamentes ligados ao atual presidente do partido, o deputado Luciano Bivar (PE), que alega serem minoria. “E eles sabem que quem quer ser candidato a prefeito no ano que vem é melhor tirar uma foto comigo e não com outra pessoa”, disse, em referência ao nome de Bivar.

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