Possível líder do seqüestro de Olivetto fundou a FPRM

Sérgio Galvarino Apablaza, o Comandante Salvador, foi o primeiro líder do destacamento militar do Partido Comunista em Cuba e quem liderou a ala "dura" que criou a Frente Patriótica Manuel Rodríguez (FPMR), organização da qual é o principal líder hoje.Salvador, conhecido como um homem muito carismático, é guerrilheiro e ex-militante da Juventude Comunista. Estudou química e pedagogia na Universidade do Chile, quando acabou preso e torturado pela primeira vez. Foi para Cuba, onde se destacou como líder em um destacamento militar do PC, em 1975.Na guerrilha, estudou na Escola Militar Camilo Cienfuegos, onde alcançou o posto de comandante - o maior - especialista em artilharia. Em 1988, Salvador assumiu a liderança total da Frente Patriótica, no lugar do subtenente Raúl Alejandro Pellegrin Friedman, conhecido como José Miguel, morto em uma emboscada, após ser denunciado por um companheiro e amigo.Em 1988, a frente se denominou "autônoma", como facção mais radical do movimento que defendia o distanciamento do PC do Chile, que queria abandonar as armas. A frente apoiava ações de terrorismo como forma de luta pelos "direitos populares" e contra a "ditadura". Salvador é acusado de participar do atentado contra o ditador chileno Augusto Pinochet e de um seqüestro e de ser um dos assassinos do senador da UDI Jaime Guzmán. Segundo investigações da polícia federal chilena, foi juntamente com Maurício Hernandez Norambuena, o comandante Ramiro, que Salvador planejou o seqüestro de Cristián Eduard, em setembro de 1991, e a morte de Guzmán, em abril daquele ano. Segundo Jorge Inzunza, responsável pelas relações políticas do PC no Chile, Salvador "entra e sai" clandestinamente de seu país e não é visto. Há suspeita de que possa estar em Cuba, sob a proteção de Fidel Castro, que prometeu "jamais" abandonar os frentistas.

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