Posse do novo governador de MG trava Belo Horizonte

O trânsito e a circulação de pedestres nas ruas e avenidas do entorno do Palácio da Liberdade, uma das regiões mais movimentadas da capital mineira, ficaram interrompidos durante toda a manhã, travando a cidade durante a cerimônia de posse do novo governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho (PP), nesta sexta-feira, 4.

ALEX CAPELLA, Agência Estado

04 de abril de 2014 | 19h17

O evento contou com lideranças políticas e outras autoridades, mas a ausência da população foi sentida. No esforço de contagiar os presentes, o novo governador, que herda o cargo de Antonio Anastasia (PSDB), ressaltou que apenas mudanças pontuais serão realizadas em função do ano eleitoral. Os nomes dos novos secretários serão anunciados neste sábado, 5. "É o governo da continuidade, que tem o mesmo norte, a mesma filosofia, os mesmos princípios. Naturalmente, vamos fazer mudanças pontuais", antecipou.

À frente do governo de Minas, Pinto Coelho ressaltou que terá mais força para fazer o PP, que integra do arco de alianças da presidente Dilma Rousseff (PT), apoiar a pré-candidatura do senador Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República. "O PP é nuclear em Minas, mas tem uma realidade nacional. Vamos tentar levar o partido nacionalmente a apoiar a candidatura do senador Aécio Neves à Presidência", afirmou.

Da sacada do Palácio da Liberdade, Aécio discursou para os presentes, ressaltando o legado deixado pelo ex-governador Antonio Anastasia, nome do PSDB ao Senado, que coordenará a elaboração do plano de campanha do pré-candidato à Presidência pelo PSDB. O senador reconheceu as dificuldades de o PP apoiá-lo nacionalmente. Mas, segundo o tucano, há um movimento no partido que se aproxima dos ideais construídos pelo PSDB. "Estou convencido de que a cada dia nossas alianças avançam mais pelo País", disse.

Também da sacada, Anastasia fez oficialmente a transmissão do cargo com a entrega do Colar da Inconfidência ao novo governante. "Deixo o Governo para dar continuidade a um projeto político capitaneado pelo agora senador Aécio Neves. A minha vocação será servir à causa mineira. Ao seu chamado, não me furtarei", declarou.

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