Posse de Tebet evidencia ruptura no PMDB

A posse do senador Ramez Tebet no Ministério da Integração Nacional serviu para evidenciar a fragmentação do PMDB, dividido em relação ao apoio ao governo Fernando Henrique. O presidente do partido, senador Maguito Vilela (GO), que integra a ala favorável ao rompimento com o governo, não compareceu à cerimônia realizada no Palácio do Planalto. A expectativa de Maguito é de que, em setembro, seja aprovado o rompimento do PMDB com o governo, obrigando os ministros peemedebistas a deixarem suas pastas. A posse de Tebet, realizada no Palácio do Planalto, foi prestigiada basicamente pelos parlamentares da ala governista do PMDB, liderada pelo senador Jader Barbalho (PA) e pelos líderes do partido na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), e do Senado, Renan Calheiros (AL). "A posição do PMDB é delicada", reconheceu o deputado Michel Temer (PMDB-SP), presente à cerimônia, ressaltando também que a tese da candidatura própria e o rompimento com o governo dominou a reunião dos 27 presidentes de diretórios regionais, na noite de ontem. Na avaliação de Temer, o PMDB deve continuar colaborando com o governo até setembro, quando se realizará a Convenção Nacional. No entanto, ele admite apoiar a proposta feita pelo líder do governo no Congresso, deputado Arthur Virgílio (PSDB-AM), durante a posse de Tebet, de antecipar a data da convenção, justamente para definir a posição do PMDB em relação ao governo. A presença de governadores e parlamentares do PMDB à cerimônia no Palácio do Planalto serviu, na avaliação do presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), como demonstração de que o partido não se afastou do governo e que o resultado da reunião dos dirigentes regionais não significa decisão partidária. " O PMDB continua colaborando com o governo", afirmou Jader, ao deixar o Palácio do Planalto.

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