Posse de novos ministros acomoda base aliada

A posse dos novos ministros do governo Fernando Henrique Cardoso, marcada para a próxima quarta-feira, ao meio-dia, vai servir mais para acomodar os partidos da base aliada do que para dar um novo ímpeto ao governo federal.Na cerimônia conjunta desta semana, o senador Ney Suassuna (PMDB-PB) assume o Ministério da Integração Nacional, e o secretário-geral Aloysio Nunes Ferreira assume o Ministério da Justiça.Para o lugar de Ferreira vai o atual líder do governo no Congresso, deputado Arthur Virgílio (PSDB-AM). O cargo de líder no Congresso passa para o deputado Heráclito Fortes (PFL-PI). Para esta última posse, contudo, não está prevista nenhuma solenidade.Uma outra posse estava marcada para o mesmo dia, mas não foi confirmada. Convidado para ser o novo secretário de Comunicação do governo federal, o publicitário Luiz Macedo apresentou uma série de exames cardíacos para o presidente Fernando Henrique que o obrigaram a abrir mão do convite.?Meu médico me proibiu de assumir, dizendo que seria um estresse desnecessário?, ressaltou.O líder do PSDB na Câmara, deputado Arnaldo Madeira (SP), reconheceu que as mudanças têm um caráter mais político do que operacional. ?A indicação do senador Suassuna foi feita pelo PMDB. Quanto a Heráclito Fortes, serviu para atender a uma expectativa dos pefelistas?.Madeira disse que, desde a eleição de Aécio Neves para a presidência da Câmara, o PFL não tinha assento na mesa diretora do Congresso. Com a indicação do piauiense, o partido volta a ter um papel de liderança na aliança.?Isso estava sendo discutido há seis meses, não tem nada a ver com o crescimento da Roseana nas pesquisas?, contesta o tucano. Mesmo assim, Heráclito não deixou de destacar o bom desempenho da governadora maranhense nas últimas pesquisas eleitorais.?É lógico que, se o patamar de 20% for mantido, ela leva vantagem em relação a vários outros nomes.? Fortes continua defendendo a aliança entre os partidos da base aliada, mas a última pesquisa de intenção de voto, apresentando o crescimento de Roseana, pode mudar esse quadro. ?Não há nada demais do PFL ser cabeça de chapa nas eleições de 2002.?Ao assumir um ministério que é considerado periférico dentro da estrutura do poder federal, o senador Ney Suassuna tentou ressaltar a importância da pasta que conduzirá a partir da próxima quarta.?O Ministério da Integração cuida das regiões mais pobres, além de atender às populações que não têm condições mínimas de sobrevivência.? Suassuna diz que não tem medo dos desafios. ?Eu sou baixinho, feio, e tudo o que consegui até hoje foi lutando.?

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